MELHORES MÚSICAS / MAIS TOCADAS
rapadura xc - rapadura na boca do mundo
Atenção pessoal!
Chegou os tocador
Puxa a consertina que vai começar o arrasta pé
É muito bem, mas agora quem vai cantar sou eu!O som me levou
Prá lá do oceano meu sonho avoou
Rompeu o atlântico com o cântico enquanto ecoou
O encanto áspero pássaro que flutuou e todo ar povoou
A ribanceira descí, fronteira venci
Poeira alheia que aqui tossí... agradeci
Aplausos gravados em vastos retratos
Fui além de estados e palcos como mc conheci
Outros meios de dizer
À outros seios meus anseios em refazer
Subir a superfície e não superficial ser
Trazer arte mais que artificial ser, parte do resplandecer
Contraste universal
Estampo encarte autoral com trampo regional
À um campo profissional
Trazendo os gens dos meus, ao bem dos teus
Provém de Deus, a quem se deu, de modo excepcional
Por isso tive que ir
Muito além dos horizontes do meu sentir
Latitude longitude ignorei
Atitude na altitude que superei
Nos ares mergulharei
E assim vou... oh oh oh oh
Sobre as nuvens que se vão... oh oh oh oh
Na amplitude desse voo... oh oh oh oh
Nada pode ser em vão... oh oh oh oh
E não vai ser!
Lisboa vim pra te ver
Foi na proa da canoa que trouxe o vi ver
Portugal foi sem igual ao me conceber
Cada gesto e afeto que pude receber
Bem longe do fim ter
A percepção
Que se condensa com a extensa recepção
Intensa convicção
Fiz a canção voar com os pés no chão
Pressão do ar me fez voltar com outra concepção
E assim parti a berlim sim
Dando em cada verso expresso o melhor de mim vi
Na cassiopesia a estréia senti percebi que
A platéia espera energia fluir em fim
Foi o que eu fiz e
Foi o que me fez
Cantar no hip hop kemp a primeira vez
Rimando em cearês
República tcheca, microfone checa
Oxe! genebra celebra sempre diz arriégua com nitidez
Refrão
Por isso tive que ir
Muito além dos horizontes do meu sentir
Latitude longitude ignorei
Atitude na altitude que superei
Nos ares mergulharei
E assim vou... oh oh oh oh
Sobre as nuvens que se vão... oh oh oh oh
Na amplitude desse voo... oh oh oh oh
Nada pode ser em vão... oh oh oh oh
Fala
Outra
Outra? outra? outra?
Então castiga a consertina de novo!
Atenção pessoa!
Tira o sapato do pé e forma a roda
que eu agora aproveitando da data
vou continuar cantado
Han ran hã
Fitaembolada do engenho
Isso é rapadura na boca do mundo
Peguei a estrada esburacada sem véu
Alvorada desbrava saliva deságua em papel
Palavra lavrada por mim fez cantar acauã
Toada de zé mucuim trouxe ave temporã
Nas entranhas da serra a manhã cunhã órfã
Na garganta da terra o amanhã titã ribacã
Desafio o ventre da anfitriã estética vã
Ligado ao fio do sempre a minha irmã poética hã
Montado num espinhaço de raio e vento
Num galope cinzento do cangaço ao centro
Dentro de arribaçã
Rasgando lãs frio que se põe em textura pós
Nas cortesãs cio o que se opõe a secura voz
Alcançando notas intocáveis confundo os bemóis
Me lançando em rotas improváveis ao fundo do algoz
Acústica rústica abrir no colibrir dos faróis vi
A música parí do carírí arrebóis vim
Refrão
Do meio agrário ao imaginário do canto sem fim
'' a moçada na boca diz assim ''
dj rm (colagem)
Diz o quê? fitaembolada do engenho
Isso é rapadura na boca do mundo
Do meio agrário ao imaginário sem fim
'' a moçada na boca diz assim ''
dj rm (colagem)
Diz o que? fitaembolada do engenho
Isso é rapadura na boca do mundo
Levei minhas raízes do interior carrossel
A outros países no exterior cortei céu
E fui a mais de mil légua de vôo
Inspiração flui mesmo sem dar trégua o enjôo
Janela fechou fiz jus fiz a vera o compor
Acapela encaixou traduz primavera a se expor
A criação conduz luz minha matéria deixou
Procriação compus pus na esfera do show
Meu palco é o mundo, profundo, do universo do verso
Mosaico oriundo fecundo submerso em labor
Me expresso em concretos neons prédios e camarins
Em tetos arquiteto meus sons projetos sem fins
Remédio pro tédio dos vãos sobre aspectos ruins
Contexto o assédio dos nãos sem intermédios e afins
Uso o intelecto em tons bons pelos confins vi
Espectros sem dons são carbonos pra mim vim
Refrão
Do meio agrário ao imaginário do canto sem fim
'' a moçada na boca diz assim ''
dj rm (colagem)
Diz o quê?
fitaembolada do engenho
Isso é rapadura na boca do mundo
Do meio agrário ao imaginário sem fim
'' a moçada na boca diz assim '' dj rm (colagem)
Diz o quê? fitaembolada do engenho
Isso é rapadura na boca do mundo
rapadura xc - norte nordeste me veste
O Nordeste é poesia,
Deus quando fez o mundo
Fez tudo com primazia,
Formando o céu e a Terra
Cobertos com fantasia.
Para o Sul deu a riqueza,
Para o Planalto a beleza
E ao Nordeste a poesia.
(trecho de Patativa do Assaré).
Rasgo de leste a oeste como peste do sul ao sudeste
Sou rap agreste norte-nordeste epiderme veste
Arranco roupas das verdades poucas das imagens foscas
Partindo pratos e bocas com tapas mato essas moscas
Toma! Eu meto lacres com backs derramo frases ataques
Atiro charques nas bases dos meus sotaques
Oxe! Querem entupir nossos fones a repetirem nomes
Reproduzindo seus clones se afastem dos microfones
Trazem um nível baixo, para singles fracos, astros de cadastros
Não sigo seus rastros, negados padrastos
Cidade negada como madrasta, enteados já não arrasta
Esses órfãos com precatas, basta! Ninguém mais empata
Meto meu chapéu de palha sigo pra batalha
Com força agarro a enxada se crava em minhas mortalhas
Tive que correr mais que vocês pra alcançar minha vez
Garra com nitidez rigidez me fez monstro camponês
Exerce influência, tendência, em vivência em crenças destinos
Se assumam são clandestinos se negam não nordestinos
Vergonha do que são, produção sem expressão própria
Se afastem da criação morrerão por que são cópias
Não vejo cabra da peste só carioca e paulista
Só frestyleiro em nordeste não querem ser repentistas
Rejeitam xilogravura o cordel que é literatura
Quem não tem cultura jamais vai saber o que é Rapadura
Foram nossas mãos que levantaram os concretos os prédios
Os tetos os manifestos, não quero mais intermédios
Eu quero acesso direto às rádios palcos abertos
Inovar em projetos protestos arremesso fetos
Escuta! A cidade só existe por que viemos antes
Na dor desses retirantes com suor e sangue imigrante
Rapadura eu venho do engenho rasgo os canaviais
Meto o norte nordeste o povo no topo dos festivais,
toma!
REFRÃO:
Êha! Ei! Nortista agarra essa causa que trouxeste
Nordestino agarra a cultura que te veste
Eu digo norte vocês dizem nordeste
Norte nordeste norte nordeste
Êha! Hei! Nortista agarra essa causa que trouxeste
Nordestino agarra a cultura que te veste
Eu digo norte vocês dizem nordeste
Norte nordeste norte nordeste
POESIA:
MINHAS IRMÃS, MEUS IRMÃOS, OXE! SE ASSUMAM COMO
REALMENTE SÃO
NÃO DEIXEM QUE SUAS MATRIZES, QUE SUAS RAIZES MORRAM
POR FALTA DE IRRIGAÇÃO
SER NORTISTA & NORDESTINO MEUS CONTERRÂNEOS NUM É SER
SECO NEM LITORÂNEO
É TER EM NOSSAS MÃOS UM DESTINO NUNCA CLANDESTINO PARA
OS DESFECHOS METROPOLITANOS.
Devasto as galerias tão frias cuspo grafias em vias
Espalho crias nas linhas trilhas discografias
Arrasto lp's, Ep's CDs, DVDs
Cachês, Clichês, Surdez, vocês? Não desta vez!
Esmago boicotes com estrofes em portes cortes nos
Flogs
Poetas pobres em montes dão choques em hip pops
Versos ferozes em vozes dão mortes aos tops blogs
Repente forte do norte sacode em trotes galopes
Meto a fita embolada do engenho em bilhetes de states
Dou breaks em fakes enfeites cacete nas mix tapes
Bloqueio esses eixos os deixo sem alimentação
Alheios fazem feio nos meios de comunicação
Essas rádios que não divulgam os trabalhos criados em
nossos estados
Ouvintes abitolados é o que produz
Contratos que pagam eventos forçados com pratos sobre
enlatados
Plágios sairão entalados com esse cuscuz
Ao extremo venho ao terreno me empenho em trampo
agrônomo
Espremo tudo que tenho do engenho a um campo autônomo
Juntos fazemos demos oxigênios anônimos
E não gêmeos fenômenos homogêneos homônimos
Caros exteriores agrários são os criadores
Diários com seus labores contrários a importação
São raros nossos autores amparo pra agricultores
Calcários pra pensadores preparo pra incitação
Sou côco e faço cocada embolada bolo na hora
Minha fala é a bala de agora é de aurora e de
alvorada
Cortando o céu da estrada do nada eu faço de tudo
Com a enxada aro esse mundo e no estudo faço morada
Sou doce lá dos engenhos e venho com essa doçura
Contenho poesia pura a fartura de rima tenho
Desenho nossa cultura por cima e não por de baixo
Não sabe o que é cabra macho? Me apresento Rapadura
Espanco suas calças largas com vagas para calouros
Estranha o som do Gonzaga a minha sandália de couro
Que esmaga cigarras besouros mata nos criadouros
Meu povo o maior tesouro amor regional duradouro
Recito os ribeirinhos o Mara - baixo em vivência
Um norte com essência não enxerga essa concorrência
São tão iguais ouvi vários e achei que era só um
Se no nordeste num tem grupo bom
Não tem em lugar nenhum, toma!
REFRÃO:
Êha! Ei! Nortista agarra essa causa que trouxeste
Nordestino agarra a cultura que te veste
Eu digo norte vocês dizem nordeste
Norte nordeste norte nordeste
Êha! Ei! Nortista agarra essa causa que trouxeste
Nordestino agarra a cultura que te veste
Eu digo norte vocês dizem nordeste
Norte nordeste norte nordeste.
rapadura xc - maracatu de cá pra lá
Avise a todo mundo é o Chico no som
Pegue a zabumba e o ganzá pra fazer um batuque bom
Eu meto coração nesse fole que acolhe o carron
Menino feito do chão que engole a terra marrom
Pra levar esse maracatu que foi feito pra tu
Sanfona com pitú mexe inté buraco de tatu
Estremece caruaru inté caber no urú
Ensino o seu guru a soletrar o mandacaru
Faço morto dançar em festim descabela o capim
Inté entender que macaxeira em fim é o mesmo aipim
Desaprega esses pés do chão e torra o amendoim
Junta o calor da paixão quando forra o som do soim
Na casa farinha o arrasta o pé do sonho se fez
Pra meus cambito suarem com a fé trazer o camponês
Pra embolar uma alma com a outra e assim expor a nudez
Deixando a timidez, sempre embalado por marines
Rainha do xaxado inspiração pra cabra invocado
Pra cabra virado que abóia o gado e dança em roçado
Estrangeiro fica abestado fica aperreado
Tem o bucho forrado mais num sabe o que é o bucho suado
Rala bucho ninguém fica murcho repuxo o suor
O som que puxo é mais do que luxo ninguém fica só
Tá bem mió garganta não dá nó pra cantarolá
Maracatu que vai de cá para lá
Refrão:
Ô coisa boa da molesta quem tá dentro não sai
Enfrenta o pau de arara, a estrada por mais de mil léguas
Menina nova pra entrar despista inté o pai
Quando se aprega num dá trégua o lombo enverga arriégua
Nego perde o rumo de casa quando quebra o jejum
Pisa no pé de todo mundo não consegue remar
Se cachaça fosse água o sertão era um mar bebum
Eu te aconselho a largar a garrafa e se animar a amar
Segure na cintura desse amor
Deixe a quentura nordestina te abraçar com calor
Essa é a mistura formosura criatura em labor
Não tem frescura é minha doçura que traz novo sabor
Só não fale mal da minha terra por que ai não deixo
Me chamam de rapadura sou doce mais quebro queixo
Trabalho com postura, me mexo faço sem desleixo
Escritura em corte costura fecho todo esse eixo
Vê se Segura as calças por que o batuque é assim
Bate mais forte o pilão de chiquim bixim não tem fim
E Produz o meu cuscuz na boca de pacajus
Misturo garapa e mastruz, mexo inté com os postes de luz
A beira mar treme as canela caatinga ginga de saia
O litoral se despingela e o rural arranca a cangaia
Junta o sertão com a praia, na raia ninguém ataia
Ninguém vaia, é a mesma laia, debaixo da mesma paia
Cada um pega seu par é bem fácil acompanhar
É dois prá lá é dois prá cá não vai dar pra apanhar
Só não vale pisar no pé muié vai inté fazer calo
Macho aperta a percata no pé cisca mais que galo
É pra rodar mais que espalha brasa peão de mão
Mais alto que bicho com asa acochando o pulmão
Vou botar o som pra bombar canção que sai desse lar
Maracatu que vai de cá pra lá
REFRÃO:
Há muito tempo eu quis fazer algo real regional
Algo que fosse do viver crescer o calor nacional
Não ter vergonha do que sou arrasto o pé no quintal
Nego não me acompanha na dança então fala mal
Não preciso cantar besteira pra ninguém se mover
Cabra se mexe por que entende o amor que faz envolver
Sou rapadura xique Chico amigo muito prazer
O meu melhor eu vim trazer antes de ir-me embora vou te dizer
Fita embolada do engenho da cultura popular
É rapadura xique Chico aqui fico a embolar
Fita embolada do engenho trazendo algo não visto
Vai fazendo rapadura na boca do povo misto
Enquanto o amor popular canta o falar no qual existo
É doce mais num é mole engole que é brasileira
E remexe mais que a cintura de moça namoradeira
É eu e tu e tu e eu quem uniu foi deus pra vida inteira
Descendo a ribanceira ligeira rima junina
Faço meu maracatu de cá prá lá na lamparina
É o fogo de quem se acende com a chama de quem ensina
Embolando mais do que fio desafio cabra da peste
Se embola na embolada no embolo do canto agreste
Se é essa a terra que me cobre o norte nordeste me veste
Fita embolada do engenho da cultura popular
Cearense cabra da peste das brenha do ceará
Rapadura xique Chico aqui fico pelo meu lar
Norte nordeste me veste e por isso não vou parar
rapadura xc - partitura de gravuras mortas
É rapadura a voz do povo
É o cabra macho nordestino
É rapadura a voz do povo
O cabra macho nordestino
É sempre a mesma fala
Ausência vasta sobre batidas
Pronuncias gringas respinga em suas rimas repetitivas
Os que fazem se desfazem e trazem os seus encartes
Embalagens sem mensagens
São miragens sem artes
Têm estrangeiros como sua inspiração
Sufocam a respiração, destorcem a canção
Retorce a audição
Ainda mais pelo que faz, traz ostentação
exibam pratas que eu demonstro um basta com os pés no chão
Poeta pobre por uma causa nobre
Em meus domínios
Pisoteando os declínios, correndo sem patrocínios
Quando canto eu represento o povo
Essa é a diferença
Da marionete da imprensa
De marca, selo e tendência
Bocas falantes, mentes não pensantes
Almas vazias, corpos andantes
Meros navegantes, mares de orgia
Ainda mais quando aparecem só pra fazer tumulto
Apresentando seus frutos
Podres e amargos produtos
Padronizados, industrializados, pasteurizados
Robotizados, comercializados a preços baixos
Trabalham imagens reciclando lixo sem conteúdo
Sem abordagem, sem estudo
Nem todo mundo segue surdo
Rejeito tributos e homenagem a impostores
Compositores, cantores quem não sentem minhas dores
Só falam de si, são Mc's de campeonatos
Estão no topo das batalhas
Mas não passam de abstratos
Dj's que o toca discos só serve pra enfeite
Só movem duas bolachas quando as come com leite (hahahaha)
Isso distorce raízes, treme, brota, revolta
Ao invés de pratos apresentam gastos com CDJ
Sou amante do vinil, amante da radiola
Acredito em gerações
Não em divisões de escolas
Nem nova, nem velha
Mas sempre eterna motivação
Coadjuvantes calem-se!
Respeitem quem tem expressão
[REFRÃO]
Aos impostores o meu coração traz rejeição
Compositores em contradição recusam ação
Opositores querem diversão não transformação
Trabalhadores sigam a construção da revolução
Na parte de gravuras mortas, gravuras mortas
Partitura de gravuras mortas, gravuras mortas
Partitura de gravuras mortas, gravuras mortas
Partitura de gravuras mortas, gravuras mortas
Vou arrancando rótulos e módulos de padrões
Não apresentam razões, só apresentam refrões
Que não conseguem passar nada
E trazem repetições
Diversões são mais fáceis do que causar as transformações
Pressões, feições, maquiagens que de nada valem
Trajem de bailes rasguem-se
Frases e males se calem
não vou deixar que se pronuncie
Anuncie, que se venda assim
Se renuncie,remova-se,devolva-se aos excrementos
talento alimento,esforço e tempo,me dedico ao extremo
De dentro vem sentimento, não entretenimento
Passatempo, divertimento pra encantar donzelas
Não passam de nomes
Passa fomes, presos a panelas
Vou unindo elos paralelos
Deveres velhos, critérios
Prazeres sérios, sinceros
Eu quero em estéreo
No estúdio, no externo
No estúdio um caderno
Meu mundo interno
Esquentando teu tempo inverno
Mesclando antigo e moderno
Eterno que seja o canto
E que o canto seja infinito
Poema despido,escrito e dito atiro o que sinto
A queima roupa em produtores de moda que se resumem
Não se assumem
O que toca nas pistas não passa de estrumes
Exibição de outra nação causa impressão
Reprodução, aceitação, imposição da importação
Contradição, fala vazia
Dizia o que não trazia
O nada que se fazia e vendia
Hipocrisia escrevia
Falava o que não vivia pra impressionar
Por que levar o que não irá se concretizar?
Discursos decorados, papéis emprestados
Comprados, meus sonhos incorporados
Valores interpretados
Impostores fiquem calados
Atores silenciados
Versos copiados, colados, rasgados
Reprovados, tocados
Não são ouvidos, cuspidos são tão idênticos
Sou presente, passado e futuro puro e autêntico
[REFRÃO]
Aos impostores o meu coração traz rejeição
Compositores em contradição recusam ação
Opositores querem diversão não transformação
Trabalhadores sigam a construção da revolução
Na parte de gravuras mortas, gravuras mortas
Partitura de gravuras mortas, gravuras mortas
Partitura de gravuras mortas, gravuras mortas
Partitura de gravuras mortas, gravuras mortas
Me falem quem são vocês de verdade
Não tem personalidade
Suas carnes em vaidade
Rasgaram posturas, costuras
Gravuras mortas, figuras
Tortas, rasura brota
Pintura sem nota no branco das partituras
No vago das escrituras, retalhos
Restos de espantalhos
Que se espalham sobre atalhos
Encerram trabalhos
Dos lavradores em movimento
Terras e folhas
Impostores sem sentimento
Calem-se, sumam daqui de uma vez por todas
Ah! Já to cansado disso tudo
É sempre a mesma coisa
Brasileiro cantando que nem estrangeiro
Meu pai e minha mãe
Me fizeram homem cabra macho
Nordestino até a pampa
Aqui, Rapadura chique - chico
Eu represento o Ceará, Lagoa Seca
Não sou coadjuvante nem foto-cópia de ninguém
rapadura xc - mimesis
Rapadura, dj caíque, oxente!
Coligações volume dois
Toma, toma!
Segura essa cabra!
Artivistas!
Um quarto de engenho produções!Acabo, acabo, acabo com a repetição, com a reprodução, dessa ficção
Verbos em flexão, convicção, boa dicção
Boa repercussão, ecoa minha percussão
Interlocução, poemas que são arte e ressurreição
Insurreição, ave de outrora, nas chamas do agora
Rasgando aurora, fazendo a história, com duração
Sinto a canção, repenso imagens, compenso em mensagens
Condenso folhagens, as margens, dessa limitação
Trazida em seres modernos, prazeres externos
Imortais invernos congelam internos, morrem nos cadernos
Se afogam a escrita, restrita, a vista, erudita
O artista, dita, palpita, rima, que a mídia, me imita
Os astros são momentâneos, os frascos são instantâneos
Não espontâneos, ganham, rebanhos, pós contemporâneos
Apanham, não me acompanham, me estranham, e só reclamam
Textos se derramam, declamam, não os amam, proclamam
Espanco insetos, incompletos, com versos diretos
Cuspindo alfabeto, em dialetos, e levo sons pra surdos
Decreto, aos fetos incertos elevo dons absurdos
Lanço seus afetos em desertos regresso em protestos
Nos iguais, comerciais, sentimentais mais
Artificiais que caem, traem, a própria voz
Meus recitais que saem, vai, sempre sobre saem
Fracos demais só instrumentais pro monstro feroz
Que ataca o que se repete, na net, enquetes, boatos
Meu rap, é norte nordeste, uma peste, pra esses novatos
Nomes abstratos, letras sem extratos, cópia sobre status
Adormecem tatos, nunca alcançarão contatos
Com esse oxigênio, que dá vida a gênios, empenhos extremos
Atravessa tempos, os gêmeos, ficam sem sínteses
Fluídos naturais, fluxos rurais, pragas culturais
Movimentos orais, que acabam com as mímeses
Mimeses fragmentos talentos não viverão
Mímeses movimentos de ventos não cantarão
Mimeses sentimentos cinzentos que secarão
Mímeses mimeses mímeses mimeses
Mimeses fragmentos talentos não viverão
Mímeses movimentos de ventos não cantarão
Mimeses sentimentos cinzentos que secarão
Mímeses mimeses mímeses mimeses
Derrubo mesas, cadeiras, para a brincadeira
Dou fim em carreiras, acabo com a feira, nesse hip hop
Só manufatura, escritura, sem estrutura, sem cultura
Chama o rapadura, pra mostrar o que é um galope
Um mote, em dez, blogs, spots, sofrem, com réis
Derrubo fiéis, o norte, cospe, a morte, em cordéis
Não chegam aos pés, de menestréis, envergonham papéis
Se vão em decibéis, suas letras são feitas pra bordéis
Prostitutos, qual o custo? o matuto manda proposta
Depois da resposta os devolvo com fratura exposta
Meto o pé na porta, produtoras, condutoras, gravadoras
Impostoras, são autoras, dessas folhas mortas
Que se acham fodas demais, moda que faz réplica
Todos iguais, sem inovação, sem instrução poética
Só atração sintética idênticos na métrica
Donos do rap ensino o que é rap em ordem alfabética
Invado stúdios de mudos a saga dos interlúdios
A praga entre prelúdios, desaba com conteúdos
Tomo latifúndios, gravo o cep, meto rec, gravo o rap
Bato em tracks, moleques, breves, tomam cascudos
Não esperavam que eu viesse, que eu fizesse, que eu pudesse
Trazer o que não conhece, mostrar mais que tuas vestes
Cultura xilogravura postura cabra da peste
Além do sul e sudeste elevei o norte nordeste
Compromisso, desde o início não só beats não só raps
Technics e scratches com o mix back to back
Performance atuações novas mutações
Nego imitações esses falsos djs só apertam botões
To em 45 rotações 360 graus
Sem limitações em degraus de fotossínteses
Coligações volume dois, caíque propôs
Rapadura compôs, se impôs, e expôs, o fim das mímeses
Mimeses fragmentos talentos não viverão
Mímeses movimentos de ventos não cantarão
Mimeses sentimentos cinzentos que secarão
Mímeses mimeses mímeses mimeses
Mimeses fragmentos talentos não viverão
Mímeses movimentos de ventos não cantarão
Mimeses sentimentos cinzentos que secarão
Mímeses mimeses mímeses mimeses
Toma, toma, toma!
Ha, isso aqui é rapadura!
Norte e nordeste me veste
Ceará lagoa seca
Artivistas, coligações volume dois
Tão pensando que o rap é brincadeira cabra? hahaha
Óia aí caique, haha, vamo arrochar esse frouxos cabra
Oxente é arrente
rapadura xc - É doce mas num É mole
(Hey, hey) Rapadura no som
(Hey, hey) Extrato puro do dom
(Hey, hey) Rapadura no somDiretamente do engenho aqui venho
Mantenho esse forte empenho
O que tenho não mais contenho
E me embrenho nesse desenho
Retenho esse caldo bom
Extrato puro do dom
Moendo a cana, a garapa faz rapadura no som
Resulto num fruto duro
Futuro dança na palma
Palma na qual eu me aprumo
Esse é o sumo da minha alma
Sentindo essa vibração
Alumiando o sertão
No fogo do lampião
No balão subindo clarão
Vejo a estrada se abrir
Vejo mainha sorrir
Vejo esse sonho emergir
Explodir e o mundo aplaudir
Eita cearense invocado
Virado no mói do diacho
No braço eu rasgo o riacho
Arretado, eu sou cabra macho
Minha cultura é cantada
É dançada, é prosa falada
Arada e cultivada
Amada e eternizada
Faço como antigamente
Alegro o Carnaubal
Se for pela minha gente
Arrasta peixeira e punhal
Menino arrebenta, agora aguenta essa raça brava
Pros froxo que nada dava
É pra morrer de raiva
Eu sou Nordeste até a tampa
E boto pra voar as banda
Rapadura aqui canta e encanta e telha levanta
Chico segura o fole
É doce mas num é mole
Zabumba não escapole
É doce mas num é mole
Rapadura de engenho
É doce mas num é mole
É doce mas num é mole, é doce mas num é mole
Sou nordestino, sou menino cantador
Sou cordelista, repentista embolador
Sou cangaceiro, sou vaqueiro aboiador
Eu sou da palhoça, sou da roça com muito amor
Eu vim lá de Lagoa Seca pra cantar
O que eu tenho é o doce de engenho pra encantar
Se sou matuto e diferente aprenda a respeitar
Oxe, oxente, arriégua inté morrer vou falar
À cultura sou entregue
Esse nó não se afrouxa
Sou carne dura de jegue
Não negue que o cabra arrocha
Bole a criança
Bole a menina, bole a senhora
Desde o começo da andança
Inté minha hora de ir embora
Cabeça de calango treme no meio do ensaio
Tipo feira de mangaio
Estremecendo o balaio
Na crença é meu padim
Na foice é Zé Mucuim
Nascença aqui é chiquim
Mais doce que alfenim
A bença mundica e eu vou lá
Pros pé de siriguela
Ela sabe, eu sou sabiá
Assobio inté secar a guela
Pra afinar as canela me jogo no arrasta pé
Tem abestado num é que tem vergonha do que é
Eu sou o que sou e onde for minha cultura vai estar
Chapéu de palha e precata pro Ceará festejar
Sotaque vem do sertão
Minha armadura é meu jibão
Com suor móio esse chão
É doce mais num é mole não
Rap, xaxado e baião
Emoção na qual eu componho
Com muito trabalho e esforço
Realizei este sonho
Norte nordeste me veste, o povo ta dentro de mim
Enquanto não for-me embora eu canto a meu amor sem fim
Chico segura o fole
É doce mas num é mole
Zabumba não escapole
É doce mas num é mole
Rapadura de engenho
É doce mas num é mole
É doce mas num é mole, é doce mas num é mole
Sou nordestino, sou menino cantador
Sou cordelista, repentista embolador
Sou cangaceiro, sou vaqueiro aboiador
Eu sou da palhoça, sou da roça com muito amor
Eu vim lá de Lagoa Seca pra cantar
O que eu tenho é o doce de engenho pra encantar
Se sou matuto e diferente aprenda a respeitar
Oxe, oxente, arriégua inté morrer vou falar
Chico segura o fole
É doce mas num é mole
Zabumba não escapole
É doce mas num é mole
Rapadura de engenho
É doce mas num é mole
É doce mas num é mole, é doce mas num é mole
Eu digo oxe, vocês dizem oxente
Oxe, oxente, oxe, oxente
Eu digo arri, vocês dizem égua
Arri, égua, arri, égua
rapadura xc - o nordeste É a peste
Eu travo uma guerra no arrebol onde os cantos se encontram
Eu vim da terra do Sol e minhas sombras te assombram
Hecatombes e estrondos, não tombam os meus quilombos
Cansei de escombros em meus lombos
levando o Brasil nos ombrosDas minhas mãos, provém o dom, que mata a fome
Meu pé no chão, é a raiz do som, que parte I phone
Sou Suassuna no microfone, se assuma ou some
No rap eu sou mais que um homem, e nordeste é o meu nome
Se o preconceito me der moeda, eu nego a miséria
Com notas tão altas que a classe média, perde a matéria
Não tem show de humor pra plateia, a comédia fica séria
Diz que minha terra é um inferno?
E ainda querem vim passar as férias?
Minha oratória é bruta, e tua essência é pura cópia
Chora com essa face oculta e ausência de cultura própria
Num dá 1 real pra um local e paga pau pros de fora
Enterro a escória, mudo a geografia eu tô fazendo história
O que o chico faz com ciência expande qualquer limite
Sou chico science, não há quem mangue se eu tô no beat
Pra falar do oxente, o cabra tem que ser gipe
Rapadura quebra dente, oh shit! Quem é que sustenta o pib?
O chão que exporta abre porta e suporta suas paredes
Com o feijão de corda e o país nas costas fora das redes
No centro mora, não entende a flora que vem da sede
A fartura transborda e a seca se afoga em meus olhos verdes
Escolas fora de serie, faço seus egos verem
A expansão dos seres, não querem saberes sobre alqueires
Fui jogado a sorte lá no sudeste, é um azar me terem
Meteram o pau no nordeste, eu meto neles Paulo freire
Ensino Mc's escreverem e ouvintes a lerem
Pra atletas de ouro valerem mais que prato da casa
Autonomia, é o cuscuz que entala tua fala raza
Nossa astronomia é de outra galáxia até pra Nasa
Vou rasgando o teu céu, com a raiz do meu do meu chão
Eu digo nordeste e você diz é a peste
O nordeste é a peste, o nordeste é a peste
E eu brilho como a luz do Sol, um mar no meio do sertão
Eu digo nordeste e você diz é a peste
O nordeste é a peste, o nordeste é a peste
Quanto mais tu me odeia, mas motivo lhe dou pra me amar
Em tua terra cheia eu fiz maré cheia, e o sertão virou mar
E eu me sinto perto de Deus
Quando solto minha voz
Mato e morro por nós
Nordeste!
Ser nordestino é uma dádiva e não uma dívida
Mainha deu luz a música numa acústica árida
Dei um nó no destino e a diaspora de alma artística
Fez minha alegria áspera e a lágrima uma chuva ácida
Meu sangue inunda a área e o sertão é um mar que te frustra
Tô na Lua, vim da várzea, sou um astro pra zaratustra
Com astúcia de anastácia e audácia pra dar em ustra
Dou na fussa da falácia e desaba a farsa da indústria
A cantoria viola a moda do mainstream
Quem perde o norte, se torna um meio para seus fins
Conterr neos se matam por estranhos em camarins
E só quando te espancam, tu põe meu trampo e lembra de mim
E tem quem finge a origem no 08 de outubro
Só quando te atinge e aflinge tu me distingue no Google
Fim do discurso, adimiram o fih do cabrunco
Fico puto, não querem um líder culto, filho de Pernambuco
Sempre viajo a trabalho só que São Paulo num é minha capital
A veja não enxerga e eu sou cego aderal
Dei muito calo no estado
e quero que saibam que o seu capital
Vem da minha terra a odisseia de bacurau
Pro semáforo, sou um pássaro bárbaro de além mar
Não sou kratos, sou crato como bárbara de alencar
Speed flow? Seu talento não pode parear
O melhor de todos os tempos é rapadura Ceará
Minha cabeça é chata pra infames, dou trampo em estivais
Fui ao Grammy, ganhei cannes e não chamam pros festivais
Por que eu quebr cervicais, horizontes em verticais
Quer falar demais? Então pergunta de onde vem teus pais
A peste vem da masmorra, não me teste, corra!
É o boom bap orra, subverte pra que o rap nunca morra
Mulesta da cachorra, quebro essa gangorra
Eu fiz a merda toda, cês me devem
respeita o nordeste porra!
Vou rasgando o teu céu, com a raiz do meu do meu chão
Eu digo nordeste e você diz é a peste
O nordeste é a peste, o nordeste é a peste
E eu brilho como a luz do Sol, um mar no meio do sertão
Eu digo nordeste e você diz é a peste
O nordeste é a peste, o nordeste é a peste
Suas panelas não tampam o tempero de onde vim
E se hoje as favelas cantam
provém do encanto de meus confins
Mato e morro pelo povo!
rapadura xc - país sem norte
Eu não me esqueço quem sou!
Você sabe de onde vim
Ainda pergunta por que sou assim
Filho dessa terra, aqui sou feliz
Canto com orgulho da minha raiz
E seja como for
Se o mundo inteiro tá frio
Se derrete com meu calor
Pois nunca me esqueço quem sou!Você veio de onde vim
Não se reconhece quando olha pra mim
Olhe meu cabelo, minha boca e nariz
Já que nós viemos do mesmo país
Olhe bem pra nossa cor
Só que enxergam a cor do pecado
Não me enxergam uma cor do amor
E é nisso que eu dou valor!
Não bote carimbo no meu Carimbó
Não quero ser gringo, te dou um nó
Se não tem respeito com a nossa gente
Sai da frente que vai ser mió
A mulher indígena que não tá só
Dando luz e vida por um bem maior
Chega de estrangeiro, bagunceiro
Fazendo o pior, vai pros cafundó!
E a nossa gente vem
Até quando eles dizem: Não vão
Somos todos filhos da terra
E esse é o nosso chão
E a nossa gente vem
Até quando eles dizem: Não vão
Somos todos filhos da terra
E esse é o nosso chão
Um país sem Norte
Que dança sem chão
Tudo vendido
Um país tão forte
Não vai morrer, não
Não será vencido
Mistura de cores e raças
Negro, índio, eu também sou
Respeitem as dores e graças
Povo lindo, luta e amor
Eu não me esqueço quem sou!
Se não sabe de onde vem
Fica difícil saber quem é quem
Sistema escraviza e não quer teu bem
Só monopoliza pra não ir além
E seja como for
Se a minha estrada é um rio
Eu deságuo num mar de amor
Pois nunca me esqueço quem sou!
Se você não sabe quem é
Volte a nascente do igarapé
Plante uma semente, a planta do pé
Sou Amazônia, resistência e fé
Olhe bem nosso labor
Se não dá valor no açaí
Não merece sentir o sabor
E nunca reclame do nosso calor
Não tenho vergonha de ser diferente
E acho bonito meu sotaque forte
A minha essência e minha vivência
Numa só frequência, rápido galope
Não tô abaixo por não tá no meio
Eu tô acima do mapa de corte
Eu não sou alheio, eu sou brasileiro
Num país inteiro que perdeu seu Norte
E a nossa gente vem
Até quando eles dizem: Não vão
Somos todos filhos da terra
E esse é o nosso chão
E a nossa gente vem
Até quando eles dizem: Não vão
Somos todos filhos da terra
E esse é o nosso chão
Um país sem norte
Que dança sem chão
Tudo vendido
Um país tão forte
Não vai morrer, não
Não será vencido
Mistura de cores e raças
Negro, índio, eu também sou
Respeitem as dores e graças
Povo lindo, luta e amor
E a nossa gente vem
Até quando eles dizem: Não vão
Somos todos filhos da terra
E esse é o nosso chão
E a nossa gente vem
Até quando eles dizem: Não vão
Somos todos filhos da terra
E esse é o nosso chão
Você sabe de onde eu vim
Eu não me esqueço quem sou!
Você veio de onde eu vim
Eu não me esqueço quem sou!
Você sabe de onde eu vim
Eu não me esqueço quem sou!
Você veio de onde eu vim
País sem Norte!
rapadura xc - fita embolada do engenho
Vou girando a engrenagem moendo o peso a bagagem
Concretizando a mensagem de um doce sem embalagem
Se afastem me dê passagem viagem sem estiagem
Derramo água abordagem cresce a folhagem a pastagem
Vou plantar cana pro mel fazer batida pro céu
Dessa boca do mundo ao léu a cana de açúcar é o pincel
Cordelista é menestrel repentista não usa papel
No improviso um filho fiel quando canto, arranco chapéu
Trabalho duro eficaz matérias primas rurais
Mãos que agarram ideais fazem mais que os canaviais
Pra tirar todo melaço traço o cangaço, em cantigas
Não faço como esses falsos encalços de peças gringas
Fizeram suas mix tapes banquetes da importação
Eu trouxe a fita embolada cocada de inovação
Criação nossa da roça é nordeste na produção
Rapadura, primeiro pro povo depois pra exportação
Melaço a preparar, bagaço se espremerá
Caldo de cana fará fita embolada do engenho
Rapadura ceará, o doce que Deus dará
Mais duro que o seu jabá fita embolada do engenho [2x]
Matuto do ceará é muito ar pra seus pulmões
Não podem me azedar com esses caminhões de limões
Há muito tempo eles dizem que não há rap em sertões
Por que temos vozes violões e eles só têm os botões
Eles não esperavam uma aparição repentina
Uma apuração clandestina uma duração tão continua
Uma premiação nordestina inspiração pra autoestima
Num é demonstração de rima é o que vem de baixo pra cima
Obra prima do compromisso um ofício de anos e meses
Mais brasileiro que isso só se for isso mais vezes
Original por demais, Chico faz nacional demais
Por canais mais artesanais é o que traz vergonha aos iguais
Vou meter o norte nordeste aonde vocês num chegaram
Num itinerário contrário do que vocês desenharam
O rap rural estranharam ficaram sem oxigênio
Quando chegou rapadura e a fita embolada do engenho
Melaço a preparar, bagaço se espremerá
Caldo de cana fará fita embolada do engenho
Rapadura ceará, o doce que deus dará
Mais duro que o seu jabá fita embolada do engenho [2x]
Fita embolada do engenho preparo as mãos pra arar
Fita embolada do engenho rapadura ceará
Oxe, oxente é arrente é arrente
Oxe, oxente é arrente é arrente
Oxe, oxente é arrente é arrente de novo
Rapadura na boca do povo
Eu trago o alimento a todos vocês
Um sentimento em firmamento que o tempo assim fez
Não foi talento nem momento foi o fundamento de dentro
Cortando o vento cinzento do centro inté minha vez
Nem mãinha esperava que eu chegasse aqui,
Trouxe algo que É motivo de orgulho daqui
É a prova de Determinação superação interação direção
Identificação expansão extensão
Enxada na mão, com pulmão defendo os irmãos do meu sangue
Das quebradeiras de coco aos catadores do mangue
Pelos os estados que aqui passei por inteiro me dei
Verdadeiro, alcancei a boca do povo alimentei
Sempre dando o meu melhor sem ter dó de gastar suor
Arrastando terra com pó não há nada que me der nó
Não tô só tô com os estados que me apoiaram em renovo
Que me trouxeram de novo rapadura na boca do povo
Ceará rapadura na boca do povo,
Pernambuco rapadura na boca do povo
Paraíba rapadura na boca do povo
É rapadura povo é com arrente povo
Amapá rapadura na boca do povo,
Amazonas rapadura na boca do povo
Acre rapadura na boca do povo é rapadura povo
É com arrente de novo
Alagoas, Maranhão, rapadura na boca do povo,
Piauí, Rio Grande do Norte, rapadura na boca do povo
Sergipe, Bahia, Rondônia,Roraima, Tocantins, Pará,
Rapadura na boca do povo
rapadura xc - moça namoradeira
Moça linda que já vem na janela espera alguém
Não sabe bem quem mais sabe que espera por algum bem
Se arruma no espelho bota uma flor no cabelo
Bota o vestido mais lindo e pro santo faz um apelo
Santo casamenteiro varre o azar do terreiro
Traz sorte no primeiro e que seja o derradeiro
Num é bem seu desejo, pois já vem vindo o festejo
Já vem vindo fogueteiro pra alumiar o seu beijo
Nego se alvoroça no escurim da palhoça
Todo mundo arrocha é assim que se namora na roça
Só não deixa o pai dela ver se não dar fuzuê
A peixeira vai comer em quem a besta se meter
Se a lamparina apagar vai da pra aproveitar
Eita menina ligeira beija e num perde o lugar
Na noite que tem fogueira ela escapole pelas beiras
Mete um pitu de primeira ô moça namoradeira
Ela só quer só pensa em namorar
Ela só quer só pensa em namorar
Ela só quer só pensa em namorar
Ela só quer só pensa em namorar [2x]
Moça linda de ver todo mundo quer lhe ter
A flor de mandacaru está quase pra florescer
A espalhar seu perfume cheiro que num tem volume
Teus olhos que me aprumem brilham mais que vaga-lume
A caminho da roça pensando num novo amor
Pra alumiar a fulô depois que o sol se pôr
Nem se quer desabrochou muito menos se achou
Mais o caritó só lhe deixou e o peito acochou
E lhe tirou pra dançar fez a alma balançar
Cintura se ajunta e não há nada que a faça cansar
Esticando as canela algo novo nasce dela
Bem juntinho a flor bela o arrepio da voz singela
Menina nem é mulher pensa que sabe o que quer
Vai mudando e seu querer num é mais um beijo qualquer
É um dengo um ma molengo um acocho a noite inteira
Num desgruda nem com reza ô moça namoradeira
Ela só quer só pensa em namorar
Ela só quer só pensa em namorar
Ela só quer só pensa em namorar
Ela só quer só pensa em namorar [2x]
Já chegou o mês de junho tem festa de são João
Deixa subir o balão pra esquentar coração
Se ajunta a família pra festejar na quadrilha
Coisa linda nordestina tudo no céu se alumia
É bonito de olhar tem gente pra se casar
Quando o buquê tá no ar todas só querem pegar
E as que não pegam só rezam e pedem pra santo Antônio
Pedem um bom matrimônio realizar o seu sonho
E ainda se não chega menina se aproveita
Mais ainda não deita com home por que é mulher direita
Têm os pais os irmãos que no braço forçam o casório
Dão surra em cabra safado se não casar tem velório
E num é brincadeira é um risco na ribanceira
Faz subir toda poeira pegadeira Eita lasquera
É nova e solteira ainda num quer nada pra vida inteira
Ela só quer cheiro e cafuné ô muié namoradeira
Ela só quer só pensa em namorar
Ela só quer só pensa em namorar
Ela só quer só pensa em namorar
Ela só quer só pensa em namorar [2x]
Só pensa em namorar só pensa em namorar
Só pensa em namorar só pensa em namorar
Só pensa em namorar só pensa em namorar...
Oxe, oxe
Do ceará para Brasília, Brasília pra Paraíba,
Paraíba pra Bahia, Baiana quando te vi
Rodando um lindo vestido despido do que se sente cupido
Rap repente na frente do que vivi
Amor à primeira vista calor que queima nas vistas
Um só olhar uma conquista se vista do que Deus deu
Um matuto desajeitado uma preta flor nordestina
Um encanto que me destina e atina tu e eu
Eu eu, e ô o vento soprou e ô a folha caiu e ô
Cadê meu amor que a noite chegou fazendo frio
E ô o vento soprou e ô a folha caiu e ô
Cadê meu amor que a noite chegou fazendo frio
rapadura xc - rima junina
Então prepare a madeira bota lenha na fogueira
Pois é festa a noite inteira
E ninguém não para
Todo roçado aqui se une alegria clara
Tem muita gente descendo a serra vem de pau de arara
Hoje vai ter casamento, vai ter divertimento
Vai ter aquecimento nessas regiões
Vai ter que ter o cumprimento das celebrações
Vai ter que ter o sentimento invadindo rojões
Explodindo enfeitando o céu, gira o vestido feito carrossel
Homem não se esquece de tirar o chapéu
Quem vai dar o troféu, rapadura mais doce que mel
Quero ver essas quadrilhas se apresentarem
Seus meninos animarem, suas meninas encantarem
Amores se encontrarem, jurados se impressionarem
Pessoas não se cansarem, continuarem, dançarem
Tem canjica tem pamonha mugunzá, bolo de fubá
Um quentão pra esquentar
Vinho quente para celebrar, à noite para o luar
Cocada pra adoçar, maçã do amor para amar
Tem bolo de mandioca, bolo de milho verde
Tem o bolo de polvilho nesse arraiá
Pé de moleque, arroz doce, tapioca
Tem paçoca, tem história, tem ciranda pro dia raiar
Faz subir essa poeira mexe os pés
Movimentação, rotação de traços
Alegria verdadeira dos fiéis, alimentação
Citação de abraços
Abram a roda vamos entrar na dança
Senhoras e senhores meninos crianças
Tem espaço pra todo mundo, amor profundo
Um pouco de tudo, mergulho bem fundo
Repartindo andanças
Ei esperança que se faz aqui presente
Vem molhar a minha gente, vem fazer bem mais contente
Aconchego que se sente, a quentura reluzente
Que reúne meus parentes, sempre dizem oxente
Deixa aqui com arrente que arrente aqui sabe como fazer
Sempre tenho coisa boa pra dizer
Se eu tô pelo nordeste sempre faço com prazer
Aqui entrego meu viver, e pode ver que não mudo o dizer
Vou levando na carroça, meu tempero que te força
A degustar apreciar o som da roça
Comigo não a quem possa verso que nunca se afrouxa
Pelo contrário acocha, meto fogo em toda palhoça
Por inteiro estou em toda apresentação
Com microfone na mão, deixa subir o balão
Pra celebrar a quadrilha, reunir toda família
Todo céu aqui já brilha pra festa de são joão
Rima junina pra esse povo eu dei, sei que dei
Toda sertão de amor eu incendiei [Ontem eu sonhei]
Que toda seca ia virar um mar
Rima junina a animar rima junina a rimar, a rimar [2x]
Isso aqui tá muito bom por que, que não vem?
Isso tem cheiro de terra da raiz que tem
Sentimento bem além, sempre presente em alguém
Não se retira ninguém compartilho desse bem
Então vamos unir nossas mãos, representação
Origem e tradição
Danças populares em pilares entre lares
Trazem meus familiares para os ares de ascensão, vão
Rodam vestidos, valores contidos
Amores batidos, sabores retidos
Sorriso não tido, logo repartido
Canto com sentido é mantido e nunca vendido
Que o suor da nossa gente revigore
Forme a aquarela tinta que colore
Vou falar só uma vez então decore
Isso é cultura nunca foi folclore
As quadrilhas começaram a dançar
Começaram a balançar, todo mundo a se agitar, ê!
Anarriê, da licença eu quero ver, festa linda de se ter
Quero ver, quem é que vai vencer
Grande roda, levantem os braços
Se divide a plateia nos compassos
Bela apresentação, forte comemoração
Imensa palpitação, junção de passos
Por todo Brasil, a cantiga da caatinga se expandiu
Um amor eterno do fole saiu
Toda essa gente na frente se uniu, distancia sumiu
Pelo céu anil, que derrama aurora da vida ao plantio
Vem do coração a canção que se viu, que se ouviu
Quem sentiu, repartiu, explodiu, todo mundo inté aplaudiu
Festa caipira, com direito a simpatia, poesia nordestina
Na trilha da radiola
Que me inspira e transpira, minhas sortes adivinhas
Nas festinhas e marchinhas alma minha na linha se embola
Sorri e chora, quando é hora, de ir embora
Até logo a essa história, que namora as obras místicas
Uma reza pra são Pedro santo Antônio
Que componho e me exponho delícia comidas típicas
Bandeirinhas, brincadeiras espalham perfumes
Corrupiões e piões, lampiões e vaga-lumes
Pra essa vista bonita, feita de magia
Contagia com alegria, cantoria radia os costumes
Nossa folia rasga noite e dia convida a família
Mãe e filha tio tia e toda região
Me tragam tudo de novo para a noiva
E o noivo casamento feito pelo povo na festa de são joão
Rima junina pro essa povo eu dei, sei que dei
Toda sertão de amor eu incendiei [Ontem eu sonhei]
Que toda seca ia virar um mar
Rima junina a animar rima junina a rimar, a rimar [2x]
rapadura xc - tu e eu sinopse
Eis um poeta em matrimônio fiel
Uma aliança um anel que simboliza e gira o meu carrossel
Eu ganho asas pra beijar o teu céu
Derramo todo esse mel saliva dança
Se esconde em teu véu
Naquele vestido da primeira vez
Que me tirou a nudez
Depois daquilo eu perdi a timidez
Aquele canto tirou minha surdez
Aquele encanto me trouxe embriaguez
E tudo novo se fez
Uma viaje um encontro casual
Primeiro olhar uma atração visual imaginei um casal
Como almas gêmeas que procuram seus lares
Ou novos ares
Pra descansarem se apaixonarem pelos olhares
Primeira vista primeira impressão
Primeira pista feição nome na lista para apresentação
Eu nem te conhecia mais nem parecia
Um toque que aprecia a mão macia acaricia
Contato evidencia o interesse que nascia
O quarto do hotel que influência
Por isso quase que eu nunca decia
O olhar que aponta longe e denúncia
Me anuncia ao beijo que eu agradecia
O amor que sentencia e aparecia sem ao menos pedir
Se delicia quando vem nos despir não vou partir
Agora que sei que está dentro de mim e eu de ti
Não posso resistir nem desistir de ti só posso te sentir
Refrão
São corações a se encontrar
A se vestir pro dia que já vem
E tudo se iluminou no meu olhar
A se despir o amor do meu bem
Bem, bem, bem a se despir o amor do meu bem
Bem, bem, bem a se despir o amor do meu bem
Por esse bem eu encarei o avião
As horas de aflição eu no saguão com sua foto na mão
Por esse bem deixei minha cama colchão
Dei até logo aos irmãos minha mãe entende e até faz oração
Faz ligação dizendo pra eu me cuidar
Pergunta quando eu vou lá cadê Paulinha como é que ela tá?
Ela ta bem a pouco foi trabalhar
Quando chegar eu digo que a senhora esteve a ligar pode deixar
Laço familiar ta dentro do lar
Sempre a nos auxiliar nessas andanças que fizeram molhar
Foi necessário apenas o teu olhar
Pra tudo eu ter que largar menos a música sem ela não dá
E foi por causa dela que agente foi se encontrar
Um dia antes tu estava a cantar
No outro dia eu fui me apresentar
Eu nem sabia que tu estava lá
E nem sabia no que isso ia dar
Então veja só o que aconteceu
Você dançou pro meu eu e depois disso foi que tudo nasceu
Seu bem maior você me ofereceu
Agradeci e disse que era teu tudo aquilo que deus me deu
Hoje nós dividimos o mesmo lar
A mesma cama o sonhar a conta a água o aluguel pra pagar
Somos muito felizes graças à jah
Deixa eu te perguntar, será que aceitaria assim comigo casar?
Refrão
São corações a se encontrar
A se vestir pro dia que já vem
E tudo se iluminou no meu olhar
A se despir o amor do meu bem
Bem, bem, bem a se despir o amor do meu bem
Bem, bem, bem a se despir o amor do meu bem
rapadura xc - amor popular
"Eu e me fole
Pela vida fora
Atravessando duas gerações
As alegrias que sentimos juntos
Somos parceiros nas recordações"
Chegue, se aconchegue menina
Chegue meu bem
Se chegue aqui perto de mim
Que teu calor me faz bem
No arrasta pé, que "bole" "muié"
Que mexe "fulôr"
Que faz suor descer pelo pé, molha meu amor
Faz a palhoça pegar fogo, incendiar coração
Corpo colado ao outro tremendo de emoção
Vai se juntando todo esse chão, deixa solidão
Deixa as palmas de mão bater, deixa a zabumba trazer multidão
Pra ver o dia clarear fazendo a sanfona gemer
Pro meu povo se alegrar, adoçar o viver
Que possa ser o dia mais bonito que já se viu,
Por tudo que se floriu, por tudo que se sentiu
Felicidade explodiu, todo sertão se "buliu"
Todos souberam que foi no Brasil que isso surgiu
Tipo rap com baião, tipo canção com batidão
Tipo Rapadura e véio Gonzagão, a melhor dupla do sertão.
E faz poeira subir no terreiro, levanta defunto no meio do tumulto
Mais chique é o Chico matuto
Todo mundo junto no rala bucho que é o que mais presta
Na batida das panelas João Braz alegrando a festa
Que convidou Januário junto com Zé Macaxeira
Chamou Helena, o Ramalho, não deixa apagar fogueira
Falei com a mulher rendeira, to chegando as lavadeiras
Trazendo a cantiga que mexe com essa caatinga inteira.
Posso sentir teu calor, posso sentir teu amor
Sinto teu cheiro de "fulôr"
E cada sonho que dança nos braços da esperança,
canta criança, "comadi", o senhor
Trouxe a cantiga pra abraçar
O amor popular
Trouxe a cantiga pra beijar
O amor popular
A cantoria despertar
O amor popular
Trouxe minha gente pra cantar
O amor popular
Tem tapioca, mugunzá
Arrasta pé pra dançar
Fogueteiro pra alegrar, o fole pra se tocar
Tem gente ainda pra chegar
Vestido pra se rodar
Cabra arretado a cantar, faz a cunhã flutuar.
Os curumins se desembestam quando se encontram
Fazem ciranda, brincam de quadrilha, histórias contam
É coisa linda de ver o repentista, a viola, o vaqueiro,
o boi, a caatinga nos mais antigos da escola
Zé neto do acordeon, Patativa de Assaré
Zé do serrado, no som, embolando contra a maré
Teve a embolada no inferno e a embolada no céu
Vamo' aplaudir a segunda beleza pura, é cordel
Pura beleza é frevo, é maracatu, capoeira, tem jumenta
alada e cachaça tem de tudo na feira.
Tem cabra embriagado que tem terreno no céu
Tem farinha e rapadura que é mais doce que mel.
Isso é o que me faz feliz, vou celebrar minha raiz
Cantando na feira do livro com Chico de Assis
A transmitir meu calor interpretando esse amor
Nessa saga, toque Luiz Gonzaga, meu professor.
Na casa do Cantador, Zé Cardoso e Sebastião
Acendam um lampião, arrocha mais um baião
Arrocha um xote, um maxixe, um forró puro pé de serra
Vem meu amor popular a brotar dessa linda terra
Posso sentir teu calor, posso sentir teu amor
Sinto teu cheiro de "fulôr"
E cada sonho que dança nos braços da
esperança canta criança, "cumadi", o senhor
Trouxe a cantiga pra abraçar
O amor popular
Trouxe a cantiga pra beijar
O amor popular
A cantoria despertar
O amor popular
Trouxe minha gente pra cantar
O amor popular
Eu vou pedir pro Meu Padim mandar uma chuva pra cá
Pra essa lavoura crescer, mandacaru se aflorar
Se todo esse céu chorar, a terra se juntará, o gado vai engordar
As coisas vão "miorar"
Bota "cangaia" no burro pendura tudo que der
Vou vender o que puder
Seja o que Deus quiser
Sou lavrador, trabalhador, sou sonhador cantador
Eu vim da seca, da palhoça pra expressar meu amor
Do curumim pra escola que é preciso estudar
La pra cidade da pedra, ele pode até se formar
É muito boa a leitura transforma a criatura
Traz uma nova escritura expande a nossa cultura
Toda essa gente tem garra tem esperança no peito
Tem tradições, tem talentos e merecem mais respeito
Merecem oportunidade, pois capacidade tem
E é por isso que eu amo o norte nordeste
O verdadeiro tem
"Eu e me fole
Pela vida fora
Atravessando duas gerações
As alegrias que sentimos juntos
Somos parceiros nas recordações"
rapadura xc - canto sem fim
Eu ponho meu coração pra cantar, expressar
Me libertar, voar, me emocionar, chorar, abraçar, sentimento leva
Deixar o encanto, beijar, assoprar, amor profundo alcançar
Um outro mundo exala puro conteúdo
E não versos em vão, palavras vazias, sem vida
Rimas vendidas, ouvidas, não são sentidas
Batidas são exprimidas, contidas, pouco expressivas
Paridas sobre ruínas, varridas de minha vida
Como sempre imaginei fazendo improviso na rua
Um sonho a realizar MC Cleiton e Rapadura
O amor pela musica entra em profundo sentimento
Demonstrando talento posso dizer que vem de dentro
Soltando pra fora em forma de palavras que não são cruzadas
Em versos rimados que vem do fundo da alma e do coração
Formando uma construção, canção, dos traços dessa emoção surge a composição
É inspiração, razão, rabiscos e riscos me dão esse voo na imensidão
E a tradução da canção: Entrega incondicional, corporal
e emocional, natural e tradicional, espiritual e vocal
No entanto construindo aquilo que acho que é certo
Nesse mundo moderno me sinto como num deserto
Ser esperto é chegar perto e ser sincero a quem lhe da valor
Assim é fácil compreender o verdadeiro amor
É o sentimento mais puro que aqui brota em mim
Poesias nascem da alma e assim encontram-me
Oceano de águas líricas, rimas tomam-me
Amor incondicional nesse canto que não tem fim [2x]
Solidão no pensamento traz o vazio a vida
Quem se liga e não consegue lidar perde a batida
Me pergunto por que é mais fácil desistir, do que persistir
Deixar partir, se isso não for omitir
Dizer e fazer e no entanto quando escrever
Se deixar envolver, elevar por puro prazer
Por dever ser sem precisar derrotar nem se preocupar
Pelo contrário ajudar por um só canto aliviar
Eu vou levando os traços do meu canto pra libertá-los
Na rua espalho a minha alma nua, flutua,
matéria crua é o melhor que me vem
Exala o perfume também, já é de costume ir além,
entrego o bem que me tem
No busão, no metro, no fundão a compor com calor
Faz favor deixa eu rimar tão sonhador mostrar o valor
Empresto um banco de praça
Liberto minha solidão pra fazer do palco
vazio o teatro de uma emoção
Na batida sonora que entra junto com o vocal
Sem cópia de instrumental, evolução que é natural
Deixa esse mundo surreal, no meu modo espiritual
Entre o bem e o mal mantendo (?) real
Eu sou poeta sem sucesso, ao inverso faço o processo
Verso meu acesso, não cesso, silêncio é o que peço
Pra me expressar não quero contrato nem preciso ter nome
É uma relação de amor eterno e respeito maior com o microfone
É o sentimento mais puro que aqui brota em mim
Poesias nascem da alma e assim encontram-me
Oceano de águas líricas, rimas tomam-me
Amor incondicional nesse canto que não tem fim [2x]
Imaginação, criatividade a qualquer obra
Força de vontade, rima paralela não se dobra
Me desdobro mas só cobro o que tiver de ser cobrado
Soprando o fogo da chama que queima poeta ousado
Dias e tardes, tardes e noites que dedicamos
Serviu pra não deixarmos ninguém brincar com aquilo que mais amamos
Fiquem com o instrumental se é só isso que querem ouvir
Quem se importa só com batidas jamais poderá sentir
Vivos que fazem escritos, abafam gritos por muitos
surpreendidos, por poucos compreensão
A lepra da aos ouvidos por isso mantenha-os limpos
Ouvindo antigos discos, não me traz inspiração
Aliança infinita, sincera e duradoura
Totalmente o inverso dos planos de tua gravadora
Quer me transformar em produto calado
O que vem de dentro não vem do meu sentimento
Não tenho prazo nem tempo
Difícil de aliviar o que é frágil sentir
Mas posso pedir a atenção de quem quer ouvir
Antes de partir eu sei que o rumo eu não perdi
Consigo manter a calma pondo em prática o que aprendi
E se eu to aqui hoje não é por acaso, não é em vão
Não to no palco pra fazer rima de exibição
O que tenho aqui é bem maior do que querer ser o melhor
Desprezo essa brincadeira de MC vazio e só
É o sentimento mais puro que aqui brota em mim
Poesias nascem da alma e assim encontram-me
Oceano de águas líricas, rimas tomam-me
Amor incondicional nesse canto que não tem fim [2x]
Não tem fim (não tem fim), não tem fim
(não tem fim), não tem fim (não tem fim)
rapadura xc - partituras de gravuras mortas
É rapadura a voz do povo
É o cabra macho nordestino
É rapadura a voz do povo
O cabra macho nordestino
É sempre a mesma fala
Ausência vasta sobre batidas
Pronuncias gringas respinga em suas rimas repetitivas
Os que fazem se desfazem e trazem os seus encartes
Embalagens sem mensagens
São miragens sem artes
Têm estrangeiros como sua inspiração
Sufocam a respiração, destorcem a canção
Retorce a audição
Ainda mais pelo que faz, traz ostentação
exibam pratas que eu demonstro um basta com os pés no chão
Poeta pobre por uma causa nobre
Em meus domínios
Pisoteando os declínios, correndo sem patrocínios
Quando canto eu represento o povo
Essa é a diferença
Da marionete da imprensa
De marca, selo e tendência
Bocas falantes, mentes não pensantes
Almas vazias, corpos andantes
Meros navegantes, mares de orgia
Ainda mais quando aparecem só pra fazer tumulto
Apresentando seus frutos
Podres e amargos produtos
Padronizados, industrializados, pasteurizados
Robotizados, comercializados a preços baixos
Trabalham imagens reciclando lixo sem conteúdo
Sem abordagem, sem estudo
Nem todo mundo segue surdo
Rejeito tributos e homenagem a impostores
Compositores, cantores quem não sentem minhas dores
Só falam de si, são Mc's de campeonatos
Estão no topo das batalhas
Mas não passam de abstratos
Dj's que o toca discos só serve pra enfeite
Só movem duas bolachas quando as come com leite (hahahaha)
Isso distorce raízes, treme, brota, revolta
Ao invés de pratos apresentam gastos com CDJ
Sou amante do vinil, amante da radiola
Acredito em gerações
Não em divisões de escolas
Nem nova, nem velha
Mas sempre eterna motivação
Coadjuvantes calem-se!
Respeitem quem tem expressão
[REFRÃO]
Aos impostores o meu coração traz rejeição
Compositores em contradição recusam ação
Opositores querem diversão não transformação
Trabalhadores sigam a construção da revolução
Na parte de gravuras mortas, gravuras mortas
Partitura de gravuras mortas, gravuras mortas
Partitura de gravuras mortas, gravuras mortas
Partitura de gravuras mortas, gravuras mortas
Vou arrancando rótulos e módulos de padrões
Não apresentam razões, só apresentam refrões
Que não conseguem passar nada
E trazem repetições
Diversões são mais fáceis do que causar as transformações
Pressões, feições, maquiagens que de nada valem
Trajem de bailes rasguem-se
Frases e males se calem
não vou deixar que se pronuncie
Anuncie, que se venda assim
Se renuncie,remova-se,devolva-se aos excrementos
talento alimento,esforço e tempo,me dedico ao extremo
De dentro vem sentimento, não entretenimento
Passatempo, divertimento pra encantar donzelas
Não passam de nomes
Passa fomes, presos a panelas
Vou unindo elos paralelos
Deveres velhos, critérios
Prazeres sérios, sinceros
Eu quero em estéreo
No estúdio, no externo
No estúdio um caderno
Meu mundo interno
Esquentando teu tempo inverno
Mesclando antigo e moderno
Eterno que seja o canto
E que o canto seja infinito
Poema despido,escrito e dito atiro o que sinto
A queima roupa em produtores de moda que se resumem
Não se assumem
O que toca nas pistas não passa de estrumes
Exibição de outra nação causa impressão
Reprodução, aceitação, imposição da importação
Contradição, fala vazia
Dizia o que não trazia
O nada que se fazia e vendia
Hipocrisia escrevia
Falava o que não vivia pra impressionar
Por que levar o que não irá se concretizar?
Discursos decorados, papéis emprestados
Comprados, meus sonhos incorporados
Valores interpretados
Impostores fiquem calados
Atores silenciados
Versos copiados, colados, rasgados
Reprovados, tocados
Não são ouvidos, cuspidos são tão idênticos
Sou presente, passado e futuro puro e autêntico
[REFRÃO]
Aos impostores o meu coração traz rejeição
Compositores em contradição recusam ação
Opositores querem diversão não transformação
Trabalhadores sigam a construção da revolução
Na parte de gravuras mortas, gravuras mortas
Partitura de gravuras mortas, gravuras mortas
Partitura de gravuras mortas, gravuras mortas
Partitura de gravuras mortas, gravuras mortas
Me falem quem são vocês de verdade
Não tem personalidade
Suas carnes em vaidade
Rasgaram posturas, costuras
Gravuras mortas, figuras
Tortas, rasura brota
Pintura sem nota no branco das partituras
No vago das escrituras, retalhos
Restos de espantalhos
Que se espalham sobre atalhos
Encerram trabalhos
Dos lavradores em movimento
Terras e folhas
Impostores sem sentimento
Calem-se, sumam daqui de uma vez por todas
Ah! Já to cansado disso tudo
É sempre a mesma coisa
Brasileiro cantando que nem estrangeiro
Meu pai e minha mãe
Me fizeram homem cabra macho
Nordestino até a pampa
Aqui, Rapadura chique - chico
Eu represento o Ceará, Lagoa Seca
Não sou coadjuvante nem foto-cópia de ninguém
Cds rapadura xc á Venda