MELHORES MÚSICAS / MAIS TOCADAS
os serranos - os serranos
Não sei se ela um dia volta nem porque se foi embora
O meu peito corcoveia todo cortado de espora
Nos meus sonhos esperança parceira do coração
Nos pelegos só lembrança parceira da solidão
Tem dó tem, tem dó tem que a saudade quer me matar
Galopei o Rio Grande inteiro tentando te encontrar
O meu mate já está lavado de tanto te esperar)
Na espreita da madrugada ouço os seus passos na estrad
Eles seguem seu caminho e eu figo a olhar por nada
Se de novo o sol chegar e ainda me encontrar acordado
Fecho as portas do meu rancho e sigo pra qualquer lado.
os serranos - mercedita
Que dulce encanto tienen
Tus recuerdos mercedita
Aromada, florecida
Amor mio de una vez
La conoci en el campo
Alla muy llejos una tarde
Donde crecen los trigales
Provincia de santa fé
Y asi nació nuestro querer
Con ilusion, con mucha fé
Pero no se porque la flor
Se marchitó y moriendo fué
Y amandola con loco amor
Asi llegue a comprender
Lo que es querer, lo que es sufrir
Porque le di mi corazon
Como una queja errante
En la campina va flotando
El eco vago de mi canto
Recordando aquel adios
Pero apesar del tiempo
Transcurrido es mercedita
La leyenda que hoy palpita
En mi nostalgica cancion
Y asi nació nuestro querer
Con ilusion, con mucha fé
Pero no se porque la flor
Se marchitó y moriendo fué
Y amandola con loco amor
Asi llegue a comprender
Lo que es querer, lo que es sufrir
Porque le di mi corazon
os serranos - bailes do meu rincão
Os bailes do meu rincão sempre são de estourar a fita Bis
Não falta gaúcho guapo, e nem me sobra muita prendinha bonita Bis
Os gaiteiros desse bailes pra tocar não são rogados Bis
Tocam xotes e rancheiras viram a noite inteira num bugio socado Bis
Todo mundo se diverte, nos bailes do eu rincão Bis
As moças vão sarandeando, a indiada vai batendo firme o pé no chão Bis
E a bóia tem de sobra, nos bailes do meu rincão Bis
Tem arroz de carreteiro, com charque campeiro e bom chimarrão Bis
Nos quatro cantos da sala, logo a indiada se empulha Bis
Bebendo uma caninha pura de Osório e Santo Antônio da Patrulha Bis
os serranos - criado em galpão
Nasci na pampa azulada e da minha terra eu sou peão
Estampa de índio campeiro que foi criado em galpão
Gosto do cheiro do campo e do sabor do chimarrão
E de dobrar boi brabo a pealo nos dias de marcação
Gosto de fazer um potro se cortar na minha chilena
Pra sentir o sopro do vento esparramando a melena
Pra sentir o sopro do vento esparramando a melena
Meu sistema de gaúcho é mais ou menos assim
Uso um tirador de pardo arrastando no capim
Uso uma bombacha larga com feitio do melhor pano
E um trinta ao correr da perna com palmo e meio de cano
Crinudo que sacode arreio engancho só na paleta
Pois as esporas que eu uso tem veneno na roseta
Tenho um preparo de doma trançado com perfeição
Pra fazer qualquer ventena saber que é este peão
O dia em que eu não puder agüentar mais o repuxo
Talvez o rio grande diga lá se foi mais um gaúcho
Mas enquanto eu tiver força laço domo e tranço ferro
E na invernada do mundo mais um rodeio eu encerro
os serranos - castelhana
Eu Hoje me Vou pra Fronteira
Pois Queira ou Não Queira Vou Ver Meu Amor
Esperei Toda a Semana
Pra Ver a Castelhana Minha Linda Flor
Tá Frio na Minha Cidade
A Bem Da Verdade Está Frio Demais
Ao Sul Do Meu Coração
Quero Tempo Bom, Só Você Me Traz
Ao Sul Do Meu Coração
Quero Tempo Bom, Só Você Me Traz
Larga Tudo e Vem Comigo,
Vamo Encarar o Perigo
Larga Tudo e Vem Comigo,
Vamo Encarar o Perigo
Castelhana Se Você Me Ama,
Me Ama, Me Ama, Me Diz
Castelhana Se Você Me Ama,
Me Ama, Me Ama
A Gente Pode Ser Feliz
Tá Frio na Minha Cidade
A Bem Da Verdade Está Frio Demais
Ao Sul Do Meu Coração
Quero Tempo Bom, Só Você Me Traz
Ao Sul Do Meu Coração
Quero Tempo Bom, Só Você Me Traz
Larga Tudo e Vem Comigo,
Vamo Encarar o Perigo
Larga Tudo e Vem Comigo,
Vamo Encarar o Perigo
Castelhana Se Você Me Ama,
Me Ama, Me Ama, Me Diz
Castelhana Se Você Me Ama,
Me Ama, Me Ama
A Gente Pode Ser Feliz
os serranos - canto alegretense
Não me perguntes onde fica o Alegrete
Segue o rumo do teu próprio coração
Cruzarás pela estrada algum ginete
E ouvirás toque de gaita e violão
Prá quem chega de Rosário ao fim da tarde
Ou quem vem de Uruguaiana de manhã
Tem o sol como uma brasa que ainda arde
Mergulhado no Rio Ibirapuitã
Ouve o canto gauchesco e brasileiro
Desta terra que eu amei desde guri
Flor de tuna, camoatim de mel campeiro
Pedra moura das quebradas do Inhanduy
E na hora derradeira que eu mereça
Ver o sol alegretense entardecer
Como os potros vou virar minha cabeça
Para os pagos no momento de morrer
E nos olhos vou levar o encantamento
Desta terra que eu amei com devoção
Cada verso que eu componho é um pagamento
De uma dívida de amor e gratidão
os serranos - bailanta do tio flor
Vamos embora ver onde chora o cantor
O pó levanta na bailanta do tio flor
Vamos embora ver onde chora o cantor
O pó levanta na bailanta do tio flor (2x)
Miro no espelho lá na cacimba
Firmo o cabelo na brilhantina
Vou me benzer na água benta da cantina
Vamos embora ver onde chora o cantor
O pó levanta na bailanta do tio flor
Vamos embora ver onde chora o cantor
O pó levanta na bailanta do tio flor (2x)
Bombacha nova par de botas de pelica
Tomo uma pura só pra ver como é que fica
Sou cantador de flor que não se achica
Vamos embora ver onde chora o cantor
O pó levanta na bailanta do tio flor
Vamos embora ver onde chora o cantor
O pó levanta na bailanta do tio flor (2x)
De relancina maneio um olhar fujão
E desempenho na polca de relação
Quero prosear com a filha do patrão
Vamos embora ver onde chora o cantor
O pó levanta na bailanta do tio flor
Vamos embora ver onde chora o cantor
O pó levanta na bailanta do tio flor (2x)
os serranos - abre o fole tio bilia
Abre o fole Tio Bilia da tua gaúcha emoção
Esbanja imensa poesia da gaita do coração
Nossa gente necessita do som que a gaitinha faz
Quem é gaúcho se agita te ouvindo sempre quer mais
O campo vibra e palpita o sol espalha mais luz
E o Rio Grande ressuscita na tua gaita aberta em cruz
Quem andar longe do pago te ouvindo põe se a chorar
És consolo e o afago de quem não pode voltar
Abre a gaita companheiro que eu quero te ouvir de novo
Tio Bilia missioneiro alegria do meu povo
os serranos - bugio da fronteira
Ronca o bugio de Lagoa Vacaria e serra abaixo
Mas esse veio da fronteira com chapéu de barbicacho
De bombacha e alpargata e gaiteiro de oito baixo Bis
(Se te pego bugio eu te toso
Te tosando te tiro o cartaz
E te largo de cola erguida
E a cachorrada de atrás)
O bugio, bicho atrevido se chegou com manha de sancho
Com olhar de sorro manso e as garras de iguais a carancho
Se escondeu da cachorrada e foi bater lá no meu rancho Bis
O bugio fez reviria no meu galpão de campanha
Desde o varal de morcilha ao velho tacho de banha
Se empanturrou com meu charque e se afogou na minha canha Bis
E depois se foi a la cria satisfeito e batendo no bucho
E gritando se alguém achou ruim pode vim que eu agüento o repuxo
E quem visse via o capeta disfarçado de gaúcho Bis
os serranos - bugio do chico
Dançar bugio é bom é a dança do rincão
O compasso do bugio estremece o coração
E a morena reboleia no compasso do bugio
E as esporas tinideiras se arrastando perdem o fio
Eu não sei porque que este bugio é sempre assim
Que esquenta o fandango do princípio até o fim
Chega me dar dó desta morena
e ela sorrindo só pra mim
os serranos - ginete de fronteira
Nasci ginete numa estância da fronteira
Vida campeira prá quem vive o interior
Cresci brincando de quebrar queixo de potro
Sempre há mais outro prás garras do domador
Aquele zaino anca larga e frente aberta
Orelha alerta na estância do paraíso
Foi preparado prum campeiro fazer média
E dançar na rédea no lampejo de um sorriso
Fim de semana quando eu apronto a lida
Repasso a vida na roseta da chilena
Banho de sanga, água de cheiro e um traje novo
Baile no povo e o perfume das morenas
(Segunda feira quando eu volto pros pelegos
Novos achegos vem rondar meu pensamento
Faço de conta que o tempo não passou
E de onde estou saio nas crinas do vento)
A cada dia vejo a vida diferente
Nessa vertente onde nasce o verso puro
Ao passo lento do parceiro dos arreios
Levo os anseios do Rio Grande pelo duro
os serranos - baile da serra
Pego na gaita,
Canto esta melodia
Me lembrando de um baile
Que eu fui há poucos dias
Foi lá na serra,
Casa do Mané Romão
E eu tinha um companheiro
Que era o meu irmão
E o gaiteiro
Um gaúcho resolvido
Na gaita deu um tinido
E já começou a tocar
Tocou um xote
Pra dançar afigurado
Com seus versinhos rimados
Já começou a cantar
E uma morena
Do corpo enfeitiçado
Deu uma olhada pro meu lado
E já com ela fui dançar
Mas meu irmão
Com uma moça de encarnado
Saiu dançando apertado
Coisa de se invejar
Com a morena
Saí falando baixinho,
Devagar e bonitinho,
E o namoro se arrumou
Mas meu irmão
Com a moça de encarnado
Saiu muito apertado
E o pai dela não gostou
[- Também...
Na primeira música,
O xirú já sai dançando apertado daquele jeito...
Só podia dar no que deu: peleia!]
E à meia-noite
Deu uma briga lá num canto
Quebraram três, quatro banco
Nas costas do meu irmão
De madrugada
Se ferraram novamente
Fedeu a pau e porrete,
A revólver e a facão
[- É o baile na serra, moçada!]
Eu sou dos qüera
Que gostam do rebuliço
Já me meti no enguiço
Só pra ver o que ia dar
[- E o que é que deu, tchê?]
Me apertaram,
Me cercaram em cinco, seis
Dei uns tombo nuns dois, três
E não puderam me cortar
[- Não me cortaram porque eu sou ligeiro!
- Na faca?
- Não... pra correr quando vejo o perigo!]
E o meu irmão,
Índio mau de pensamento,
Arrancou das ferramenta
E muita gente ele cortou
E assim foi
Até clarear o dia
Pois ninguém mais se entendia
Até que o baile se acabou
[- E assim são os bailes da serra do Rio Grande
Gaiteiro bom, moça bonita, muita animação,
E de vez em quando uma peleia nos cantos...]
os serranos - iguaria campeira
Ao lonquear a carne gorda
num churrasco mal passado
dou um tombo na farinha
pra enxugar o sangue escaldado
oigalê bóia campeira
prá um estradeiro estropiado
no engraxar do bigode
golpeio a guampa de canha
dando um tempero especial
às refeições da campanha.
Vamo encostando a carreta
talhando espeto em taquara
campeio a lenha pro fogo
espeta o chibo nas varas
apruma a trempe pro mate
aquento o arroz carreteiro
depois de bucho xinxado
seguimos estrada parceiro.
Picando a manta de charque
arroz da panela preta
é receita à moda antiga
no rangido da carreta
mateando e contando causos
de bailantas e carpetas
no engraxar do bigode
golpeio a guampa de canha
dando um tempero especial
às refeições da campanha.
Vamo encostando a carreta
talhando espeto em taquara
campeio a lenha pro fogo
espeta o chibo nas varas
apruma o trempe pro mate
aquenta o arroz carreteiro
depois de bucho xinxado
seguimos estrada parceiro.
(BIS).
os serranos - morena rosa
Mas olha o tranco da morena rosa rebocada de rouge e batom
Olha o tranco da morena rosa rebocada de rouge e batom
Machucando a vaneira a sua maneira bombeando pro chão
Machucando a vaneira a sua maneira bombeando pro chão
Na penumbra do rancho costeiro polvoadeira a meia costela
Na penumbra do rancho costeiro polvoadeira a meia costela
O gaiteiro entonado floreava o teclado e bombeava pra ela
O gaiteiro entonado floreava o teclado e bombeava pra ela
A doçura da morena rosa da vontade da gente provar
A doçura da morena rosa da vontade da gente provar
Apesar de gaveona escuta a cordeona e começa a se espiar
Apesar de gaveona escuta a cordeona e começa a se espiar
O semblante da morena rosa lua cheia de felicidade
O semblante da morena rosa lua cheia de felicidade
Quanto mais sarandeia o corpo incendeia de tanta vontade
Quanto mais sarandeia o corpo incendeia de tanta vontade
os serranos - a volta do tordilho negro
Aquele trodilho negro
Que a muito tempo domei
Na estancia do paredão
Um certo dia voltei
Fui atender o chamado
Da moça que a flor ganhei
Pra chegada ter mais brilho
Eu fui no mesmo tordilho
E as tres da tarde cheguei
A fazenda embandeirada
De muito longe avistei
Um peão pra abrir a cancela
Meti o tordilho e cruzei
A linda moça na porta
Falou pro pai escutei
Vem chegando o domador
Aquele que eu dei a flor
E agora me apaixonei
Descí do tordilho negro
E a mão da moça apertei
Num aperto carinhoso
Que ela me amava notei
Sem sentir nada por ela
Pedi licença e entrei
Tava anciosa que eu chegasse
E mandou que eu sentasse
Numa cadeira de rei
Logo veio o chimarrão
E a boa erva provei
Deu-me outro sinal de amor
Aí me justifiquei
Não resisti dei um beijo
E pra cadeira voltei
Dei-lhe a cuia com carinho
Apertei o seu dedinho
Que amava lhe confessei
Pedi um prazo de um ano
Com a linda moça casei
Na garupa do tordilho
Pra minha casa levei
Na estancia do paredão
Dois presentes eu ganhei
Duas coisas que um homem quer
Cavalo bom e mulher
Meu sonho realizei
Cds os serranos á Venda