MELHORES MÚSICAS / MAIS TOCADAS
fogo de chão - garanhão da madrugada
Sou um homem ciumento
Amo e quero ser amado
Neste mundo não existe
Alguém mais apaixonado
Toda noite estou aqui
Venho ver a minha amada
Por isso todos me chamam:
"garanhão da madrugada"...
Eu sou teu homem
Eu sou teu cacho
Sou quem te ama
Não me engana
Eu sou teu macho
Machucado de paixão
E solidão...
Eu estou desconfiado
Que existe outro alguém
Mais um homem apaixonado
Não divide o que tem
Eu sou mesmo egoísta
E não te troco por nada
Você já conhece bem
O garanhão da madrugada...
Eu sou teu homem
Eu sou teu cacho
Sou quem te ama
Não me engana
Eu sou teu macho
Machucado de paixão
E solidão...
Deus me livre se um dia
Alguém tirá-la de mim
Eu faço o mundo explodir
Eu ponho fogo no "escubim"
Na verdade o que eu não posso
Ã? ficar sem namorada
Não pode ficar sozinho
O garanhão da madrugada...
Eu sou teu homem
Eu sou teu cacho
Sou quem te ama
Não me engana
Eu sou teu macho
Machucado de paixão
E solidão...
fogo de chão - é na vaneira
É na vaneira que eu vou pra sala e sapateio na madrugada
Sou da fronteira nasci campeiro por onde dança sou fandangueiro
Esta vaneira tem o jeitão desta terra
Tem a ginga da morena nas manhãs de primavera
Eu sou o canto da seriema nos dias quentes do meu estado
Eu sou a noite de lua cheia eu sou o estouro xucro do gado
Eu sou o berro do boi brasino eu sou o tronco lá da mangueira
Eu sou o canto do galo índio eu sou gaúcho a vida inteira
fogo de chão - criado nas biboca
Eu nasci a pelegaço e domino esse bailão
Fui criado nas biboca e nascido de assustão
Levo tombo de aporriado e não agüento tirão
Agora quero cordeona e arrastá os muierão
Arrasta pé bem fandangueiro puxa o fole seu gaiteiro
E a mulherada a delirar, sou maxixeiro
Com a cordeona nos meus braços tem mulher pra dar abraço
E hoje eu vou me apaixonar
Arrasta pé bem fandangueiro puxa o fole seu gaiteiro
E a mulherada a delirar, sou bagaceiro
Com a cordeona nos meus braços tem mulher pra dar abraço
E hoje eu vou me apaixonar
Na madrugada a gurizada se perdeu, uma borracheira tomou conta
E todo mundo vai pirar, sou bonitão e entretido nos bailão
A mais bonita diz pra mim, hoje é só amar
Debora Cardozo :)
fogo de chão - barranca e fronteira
Quando chega o domingo eu encilho o meu pingo que troteando sai
Rumo as velhas barrancas de histórias tantas do rio Uruguai
Eu sou fronteiriço de rédea e caniço o perigo me atrai
Sou de Uruguaiana de mãe castelhana igual a meu pai
Se a terra não é minha se a vida é mesquinha o que se há de fazer
Mas o sonho nasceu e o rio se fez meu e nele vou descer
Pra encontrar quem me espera morena sincera que é meu bem querer
Meu momento é ai no chão onde eu nasci e onde eu vou morrer
Tenho o verde dos campos nos teus olhos
E um feitiço maleva que é puro veneno do caminhar
Uma noite serena adormece morena em teus cabelos
E o seu corpo bronzeado é um laço atirado a me pealar
Tristeza e alegria são meu dia-a-dia já me acostumei
Sou de campo e de rio tenha sol, faça frio lá domingo estarei
Barranca e fronteira canha brasileira assim me criei
Com carinho nos braços galopo meus passos e me torno um rei
Hoje meu dia-a-dia só tem alegrias tristezas deixei
Encontrei na verdade a outra metade que tanto busquei
Barranca e fronteira canha brasileira feliz estarei
Com carinho nos braços da prenda os abraços e me sinto um rei
fogo de chão - vida de campeiro
Quando o galo canta, acordando o pago
Cevo um mate amargo, repassando a lida
Trato a bicharada, salto pra mangueira
Onde a tropa inteira, já tá recolhida
(Nesta vida de campeiro
Não conheço tempo feio
Não tenho tudo o que quero
Mas amo aquilo que tenho
Quando um touro alçado, salta na invernada
Floreio uma armada, largando nos toco
Pra doma de campo, tenho um par de esporas
Que faz aporreado, ficar manso ou louco
Quando num rodeio, tem baile de rancho
Quase me desmancho, no meio da sala
Gosto de um cambicho, pro final da farra
Tendo por coberta, as ondas do pala
fogo de chão - tchau amor
Este é o nosso último encontro,
Não fique aborrecida
Amanhã eu vou embora,
Vou sair da sua vida.
Tchau, Tchau,Tchau amor
Vou embora mais te levo
No pensamento por onde for.
De mim não guarde rancor,
Nem pense que sou ruim
Pra sua felicidade é que estou agindo assim.
Pra ti ver em outros braços,
Eu prefiro o abandono
Seus carinhos não são meus
Seu amor tem outro dono.
fogo de chão - um vistaço na tropa
Botei um vistaço na tropa em reponte
Bombeei o horizonte de um verso campeiro
O gado tranqueando o Rio Grande no passo
No casco o compasso do gateado-oveiro
A manga de chuva ponteou na divisa
Silueta de um poncho, se abriu sobre o anca
E lá como eu, uma garça solita
Figura no céu uma cruz de asas brancas
(Eu trago uma pátria no par das esporas
Templada de estrelas colhidas no sul
E outra rangindo por sobre a carona
Firmando o sustento de um bom paysandu
Com léguas de estrada no aboio do gado
O tempo bem sabe que eu tenho fronteiras
E os ventos guapeiam no meu campomar
Galpão que é meu poncho, sem cor de bandeira)
Até a estampa encardida da tarde
Ganhou olhos de maio e cismou a empeçar
Pois se agranda a vontade de pasto pra tropa
De mate, cambona e desencilhar
Avisto a estância nas léguas que faltam
Imagino o angico campeando nas brasas
Fogueando a saudade com a paz do galpão
E a alma da gente, se sente nas casas
(Eu trago uma pátria no par das esporas
Templada de estrelas colhidas no sul
E outra rangindo por sobre a carona
Firmando o sustento de um bom paysandu)
Kah Machado
fogo de chão - estradeiro
Lá vou eu estrada afora ver a tropa na invernada
Vou levar sal no rodeio e voltear a bicharada
Dura lida de campeiro que pra mim não custa nada
No labor de um dia inteiro sempre boto alguma armada (Eu sou campeiro e conheço este chão
De tanto andar encontrei meu rincão
Cavalo bom no potreiro, churrasco e um bom chimarrão
São valores que um gaúcho guarda no seu coração
No raiar de um novo dia vou mirando a alvorada
Tudo pra mim é poesia tendo ao meu lado a minha amada
No meu rancho a beira do mato canta alegre a passarada
E sorvendo um mate amargo dou adeus pra madrugada
fogo de chão - pataquero
(Tive notícia que no rancho do polaco Bis
Tem um matungo veiaco de arrastar a cara no chão
Só nego Mário que se agarra nos arreios
Bis
E se rodar eu meu boleio já de cabresto na mão)
Eu fui criado na estância do arvoredo
Bis
E pra domar tenho segredo que eu herdei do meu avô
Quebro do queixo pra depois domar debaixo
Bis
E quando encilho quebro o cacho pra saberem quem eu sou
Quando eu nasci quiseram me botar fora
Bis
Mas o tinido da espora é que me fez ressuscitar
Com três mangaços e um grito no pé do ouvido
Bis
Eu me acordei sem um gemido e nem vontade de chorar
Por isso eu vivo taureando com a judiaria
Bis
Mas nem bem clareia o dia já sei a lida de cor
Faço do potro um amigo dos arreios
Bis
E se arrebentar pelo meio saio na parte maior
fogo de chão - recuerdos e saudades
"Quem não soluça quando sente uma saudade
De algum cambicho
Que no tempo se perdeu
Um grande amor quando se vai
Deixa lembranças
E alguns recuerdos que pra sempre serão meus
O nosso amor era um poema de ternura
Qual beija-flor pelos jardins da primavera
E aquele rancho onde moravam nossos sonhos
De tão tristonho que ficou se fez tapera
Olha morena, não repares no meu jeito
Dentro do peito guardarei o teu calor
E se agum dia a saudade apertar
Podes voltar pois é só teu o meu amor
Talvez um dia me compreendas minha prenda
E então entenda as razões deste peão
Se alguma lágrima por mim tu derramaste
Saiba que sempre foi teu meu coração
E hoje, distante
Sofremos o desencanto
Nem bem sabemos por que se partiu o laço
Se foi ciúme, foi desgosto ou egoísmo
Peço desculpas, ¡mas volta para meus braços!"
(Raquel Perret)
fogo de chão - ronco do bugio
"Pelo ronco que brota da gaita
O bugio se tornou conhecido
Bicho à toa, crioulo do pampa
Que traz na estampa um jeitão divertido
No balanço maroto do taita
O gaúcho inventou esta dança
E o gaiteiro se espicha e se encolhe
E na manha do fole
A moçada balança
Quando ronca lá no mato
O bugio 'tá com saudade
Mas quando roncar a gaita
Só não dança quem não sabe"
(Raquel Perret)
fogo de chão - sapecando a vaneira
Vamos embora já chega de cara feia,
Dei duro a semana inteira trabalhando feito louco.
E o que me importa se só me resta uns trocados.
Quem não tem vai de ?carancho? e quem tem paga dobrado.
Vou dar de rédeas pra o lado de uma bailanta, tirar o pó da garganta com um ?liso? de primeira.
Vou dar de mão numa morena faceira, me espalhar num bate coxa sapecando uma vaneira
?Vamo que vamo de-lhe que de-lhe, toca, toca, toca pra mim.?
Eu sou de longe, mas conheço bem o mundo não me pago de matungo se me vejo no sufoco,
Digo que a vida é dura pra quem é mole, quem sabe dançar que dance e quem não souber que rebole,
Cordeona e canha são encantos do meu pago no meu peito eu também trago minha estampa de campeiro.
E no entrevero aperto bem a parceira puxando e rasgando a gaita sapecando uma vaneira.
?Vamo que vamo de-lhe que de-lhe toca, toca, toca pra mim.?
Sei de peleias fandangos e carreiradas e já cortei madrugadas deitados sobre os arreios.
Vivo em rodeios goste de um tiro de laço e por ser um campesino gosto de tudo que faço.
Me criei livre respirando a liberdade lutando pela igualdade de um pampa talvez distante.
E nas andanças para espantar a canseira, me acampo sobre os pelegos sapecando uma vaneira.
?Vamo que vamo, dê-lhe que dê-lhe, toca, toca, toca pra mim.?
fogo de chão - vai e vem
Toca seu gaitero
Que eu vim pra dançar
E quando me avanço
É pra depenar
Se foi dura a lida
A semana inteira
Hoje eu me desmancho
Num trancaço de vaneira
[refão]
E nesse vai e vem
E nesse vem e vai
Chega pra cá meu bem
Diz que daqui não sai
Eu danço a vanera
Danço o que vier
Sou enfeitiçado
Por baile e mulher
Vai cair sereno
Nessa madrugada
Me aperta e me assanha
Que eu danço e não cobro nada [bis][refrão]
fogo de chão - taca le pau marco véio
Olhei de longe parecia Assombração
Bem lá no alto do morro entre a poeira e a ceração
Avistei um vulto no meio da polvadeira
Vinha descendo a ladeira dando o pau com as duas mãos
Chegando perto fui ver o que acontecia
Era o Marco indio ginete que da doma conhecia
Mazza marco véio
Dale Cancha e dale pau
Mete o reio, crava espora, não frocha taca-le o pau
Taca-le o pau Marco véio, Taca-le o pau
Taca-le o pau Marco véio, Taca-le o pau
Taca-le o pau Marco véio, Taca-le o pau
E mostra pra vó Salvelina como se doma um bagual
Olhei de longe parecia Assombração
Bem lá no alto do morro entre a poeira e a ceração
Avistei um vulto no meio da polvadeira
Vinha descendo a ladeira dando o pau com as duas mãos
Chegando perto fui ver o que acontecia
Era o Marco indio ginete que da doma conhecia
Mazza marco véio
Dale Cancha e dale pau
Mete o reio, crava espora, não frocha taca-le o pau
Taca-le o pau Marco véio, Taca-le o pau
Taca-le o pau Marco véio, Taca-le o pau
Taca-le o pau Marco véio, Taca-le o pau
E mostra pra vó Salvelina como se doma um bagual
fogo de chão - a distância e a saudade
Quero saber o endereço
A estrada que leva ao seu coração
Quero saber pago qualquer preço
Por esse amor
Por essa paixão
Quero saber tudo de você
O que gosta o que sente
E de tua vontade
Dessa vez vou fazer direitinho
Te amar demais te amar de pertinho
E esquecer de uma vez onde mora a saudade
A saudade vem
Faz o peito doer
A distancia também
Só me faz sofrer
E não há amor que resista
A distancia e a saudade
É como sol que de longe ama a lua
Pra mim quem inventou as duas
Na vida nunca amou de verdade
Cds fogo de chão á Venda