MELHORES MÚSICAS / MAIS TOCADAS
ana moura - andorinhas
Passo os meus dias em longas filas
Em aldeias, vilas e cidades
As andorinhas é que são rainhas
A voar as linhas da liberdadeEu quero tirar os pés do chão
Quero voar daqui pra fora
Ir embora de avião
E só voltar um dia!
Vou pôr a mala no porão
Saborear a primavera
Numa espera e na estação
Um dia disse uma andorinha
Filha, o mundo gira, usa a brisa a teu favor
A vida diz mentiras, mas o sol avisa antes de se pôr
Eu quero tirar os pés do chão
Quero voar daqui pra fora
Ir embora de avião
E só voltar um dia!
Vou pôr a mala no porão
Saborear a primavera
Numa espera e na estação
Já a minha mãe dizia
Solta as asas, volta as costas
Sê forte, avança pro mar
Sobe encostas, faz apostas
Na sorte e não no azar
ana moura - até ao fim do fim
Então está tudo dito meu amor
Por favor não penses mais em mim
O que é eterno acabou connosco
E este é o principio do fim
Então está tudo dito meu amor
Por favor não penses mais em mim
O que é eterno acabou connosco
E este é o princípio do fim
Mas sempre que te vir eu vou sofrer
E sempre que te ouvir eu vou calar
Cada vez que chegares eu vou fugir
Mas mesmo assim amor eu vou-te amar
Até ao fim do fim eu vou-te amar
Até ao fim do fim eu vou-te amar
Então está tudo dito meu amor
Acaba aqui o que não tinha fim
P'ra ser eterno tudo o que pensamos
Precisava que pensasses mais em mim
P'ra ti pensar a dois é uma prisão
P'ra mim é a única forma de voar
Precisas de agradar a muita gente
Eu por mim só a ti queria agradar
Mas sempre que te vir eu vou sofrer
E sempre que te ouvir eu vou calar
Cada vez que chegares eu vou fugir
Mas mesmo assim amor eu vou-te amar
Até ao fim do fim eu vou-te amar
Até ao fim do fim eu vou-te amar
Mas mesmo assim amor eu vou-te amar
Até ao fim do fim eu vou-te amar
Até ao fim do fim eu vou-te amar
ana moura - agora É que É
ana moura - amor afoito
Dou-te o meu amor
Se mo souberes pedir, tonto
Não me venhas com truques, pára
Já te conheço bem demaisDou-te o meu amor
Sem qualquer condição, por ora
Mas terás que provar que vales
Mais que o que já mostraste ser
Se me souberes cuidar
Já sei teu destino
Li ontem a sina
A sorte nos rirá, amor
Se quiseres arriscar
Não temas a vida
Amor, este fogo
Não devemos temer
Dou-te o meu amor
Em troca desse olhar doce
Não resisto e tu tão bem sabes
Tenho raiva de assim ser
Tudo em mim amor
É teu, podes tocar, não mordo
Sabes bem que não minto, tonto
Meu mal é ter verdade a mais
ana moura - a sós com a noite
A luz que se arredonda
Alongando uma sombra sozinha
A saudade a bater
Uma dor que ao doer é só minha
Um desvio inquieto
Um olhar indiscreto na esquina
Um rapaz de blusão
Arrastando pela mão a menina
Passa um velho a pedir
Incapaz de sorrir pelos passeios
Um travesti que quer
Assumir-se mulher sem receios
O alarme de um carro
Um cigarro apagado indulgente
Um cheiro inusitado
O semáforo fechado para a gente
Sobe o fado de tom
E o fadista que é bom improvisa
Estão em saldos sapatos
Desce o preço dos fatos de cor lisa
Um eléctrico cheio
Uma voz de permeio vai chover
Bate forte a saudade
Como é grande vontade de te ver
ana moura - a voz que conta a nossa história
Amiga no meu peito, as horas dormem
Num compassar dolente e sossegado
Seduz a minha alma uma voz de homem
Que ao longe entoa triste um triste fado
Seduz a minha alma uma voz de homem
Que ao longe entoa triste um triste fado
Como se aquela voz entristecida
Contasse a nossa história a toda a gente
Cada quadra parece ser escolhida
Do amor que quer doer lentamente
Cada quadra parece ser escolhida
Do amor que quer doer lentamente
E enquanto eu não reclamo a dor dos dias
Em que me afundo a sós nesta memória
O frio das noites frias e vazias
Só cabe a voz que conta a nossa história
O frio das noites frias e vazias
Só cabe a voz que conta a nossa história
O frio das noites frias e vazias
Só cabe a voz que conta a nossa história
ana moura - aguarda te ao chegar
Calas-me a voz, voz do olhar
Sinto que o tempo, tarda em chegar
Distante ausente, sinto apertar
O peito ardente por te encontrar
Na minha alma, que anseia urgente
Pelo momento de ter-te presente
Pelo infinito estendo os meus olhos
Num mar de mil desejos, aguarda-te ao chegar
Encho a minha taça vazia com perfumes de poesia
Bebo a saudade amarga e fria e então adormeço ao luar
Calas-me a voz, p'ra lá do tempo
Estrelas que caem por um lamento
Espuma na areia solta no vento
O meu silêncio meu sentimento
Em minha alma que chora vazia
Por um momento se acende a magia
Pelo infinito estende o meu sorriso
Num mar azul de sonhos, acorda-me ao chegar
Encho a minha taça ardente, com incenso doce e quente
Sirvo de beber a alegria que sinto ao ver-te a chegar
Calas-me a voz
Em minha alma que chora vazia
Por um momento se acende a magia
P'lo infinito estende os meus olhos
Um mar de mil desejos aguarda-te ao chegar
Aguarda-te ao chegar
ana moura - quem vai ao fado
Quem vai ao fado meu amor
Quem vai ao fado
Leva no peito algo de estranho a latejar
Quem vai ao fado meu amor
Quem vai ao fado
Sente que a alma ganha asas quer voar
Sempre que entristeço e a nostalgia cai em mim
Ouço de tão longe estranha voz por mim chamar
È um canto doce mavioso ou coisa assim
Logo a minha alma faz-se voz e quer cantar
Bálsamo bendito a esta terra quis Deus dar
Mais vale cantar do que chorar
Quem vai ao fado meu amor
Quem vai ao fado
Leva no peito algo de estranho a latejar
Quem vai ao fado meu amor
Quem vai ao fado
Sente que a alma ganha asas quer voar
Sempre que radioso o coração se agita em mim
Num impulso alegre a felicidade vem morar
Abandono a voz no Mouraria porque assim
Sei que o coração quer à guitarra forma dar
Bálsamo bendito a esta terra quis Deus dar
Mais vale cantar do que chorar
Quem vai ao fado meu amor
Quem vai ao fado
Leva no peito algo de estranho a latejar
Quem vai ao fado meu amor
Quem vai ao fado
Sente que a alma ganha asas quer voar
(2x)
ana moura - talvez depois
Deixei de mim as frases que trocámos
Os beijos e o tédio de os não ter
Sem querer nós nos cegámos
Sem querermos ver
As roupas e os livros não os trouxe
Que se envelheçam cobertos de pó
Por querermos que assim fosse
Deixo-te só
Recuso a sombra, triste véu sobre minh'alma
Quero-me longe e sem tremores fujo de mim
Esmorece o dia, cai a noite e não se acalma
O querer saber qual a razão de ver-me assim
Não sei ser razoável nem te espero
No tempo que pediste p'ra nós dois
Amar-te assim não quero
Talvez depois
Marcaste a minha dúvida cinzenta
Do sentimento que te unia a mim
Sabê-lo não me alenta
Melhor o fim
Palavras... só palavras que como alento
Seduzem a minh'alma a querer-te tanto
Atrais-me o pensamento
Como um quebranto
ana moura - até ao verão
Deixei
Na Primavera o cheiro a cravo
Rosa e quimera que me encravam na memória que inventei
E andei
Como quem espera
Pelo fracasso
Contra mazela em corpo de aço
Nas ruelas do desdém
E a mim que importa
Se é bem ou mal
Se me falha a cor da chama a vida toda
É-me igual
Vi sem volta
Queira eu ou não
Que me calhe a vida
Insane e vossa em boda
Até ao verão
Deixei na primavera o som do encanto
Riça promessa e sono santo
Já não sei o que é dormir bem
E andei pelas favelas
Do que eu faço
Ora tropeço em erros crassos
Ora esqueço onde errei
E a mim que importa
Se é bem ou mal
Se me falha a cor da chama a vida toda
É-me igual
Vi sem volta
Queira eu ou não
Que me calhe a vida
Insane e vossa em boda
Até ao verão
E a mim que importa
Se é bem ou mal
Se me falha a cor da chama a vida toda
É-me igual
Vi sem volta
Queira eu ou não
Que me calhe a vida
Insane e vossa em boda
Até ao verão
Deixei na primavera o som do encanto
ana moura - ai eu
Aí eu, aí eu
De tanto chorar
Já dei a volta, e agora rio
Rio do rio, rio do mar
E até me rio deste meu riso
E assim a rir eu tento voltar
Ao choro triste, ao dia frioAí eu, aí eu
De tanto esperar
Já dei a volta e agora quero
Eu quero muito e não vou ficar
À espera de tudo quando nada peço
Só peço ter forma de voltar
Apenas a crer o que já não espero
Óai, para teu bem
Começa onde eu terminei
Aqui onde, eu não sei
E aqui onde, eu nem sei
Volta sempre
Aí eu, aí eu
De tanto calar
Já dei a volta e agora canto
E tanto canto para espantar
A voz que em mim, me causa espanto
E canto assim para voltar
Ao canto mudo, ao triste pranto
Aí eu, aí eu
De tanto voltar
Já dei a volta e agora vou
Para lá dos ais a querer ficar
Um pouco mais aonde não estou
E neste passo posso afirmar
Longe de mim por fim eu sou
Óai, para teu bem
Começa onde eu terminei
Aqui onde, eu não sei
E aqui onde, eu nem sei
Volta sempre
Ó, ai, para teu bem
Começa onde eu terminei
Aqui onde, eu não sei
E aqui onde, eu nem sei
Fica sempre
ana moura - os búzios
Havia a solidão da prece num olhar triste,
Como se os seus olhos fossem as portas do pranto.
Sinal da cruz que persiste, os dedos contra o quebranto
E os búzios que a velha lançava sobre um velho manto.
REFRÃO:
À espreita está um grande amor, mas guarda segredo.
Vazio tens o teu coração na ponta do medo.
Vê como os búzios cairam virados p'ra Norte.
Pois eu vou mexer no destino, vou mudar-te a sorte.
Pois eu vou mexer no destino, vou mudar-te a sorte.
Havia um desespero intenso na sua voz.
O quarto cheirava a incenso mais uns quantos pós.
A velha agitava o lenço, dobrou-o, deu-lhe dois nós,
E o seu Pai de Santo falou usando-lhe a voz.
REFRÃO:
À espreita está um grande amor, mas guarda segredo.
Vazio tens o teu coração na ponta do medo.
Vê como os búzios cairam virados p'ra Norte.
Pois eu vou mexer no destino, vou mudar-te a sorte.
Pois eu vou mexer no destino, vou mudar-te a sorte.
REFRÃO:
À espreita está um grande amor, mas guarda segredo.
Vazio tens o teu coração na ponta do medo.
Vê como os búzios cairam virados p'ra Norte.
Pois eu vou mexer no destino, vou mudar-te a sorte.
Pois eu vou mexer no destino, vou mudar-te a sorte.
Pois eu vou mexer no destino, vou mudar-te a sorte.
ana moura - guitarra
Ó guitarra, guitarra, por favor
Abres-me o peito com chave de dor
Guitarra emudece
O som que me entristece
Vertendo sobre mim a nostalgia
Ó guitarra, guitarra, vais ter dó
Não rasgues o silencio ao veres-me só
Guitarra o teu gemer
Mais dor me vem fazer
Como o vento a afagar a noite fria
Guitarra emudece, o som que me entristece
Pois se te ouço chorar, eu também choro
Maior do que a madeira em que te talham
Guitarra é o teu mundo onde eu moro
Ó guitarra, guitarra, por favor
Abres-me o peito com chave de dor
Vertendo sobre mim a nostalgia
Ó guitarra, guitarra, fica muda
Sam ti, talvez minh?alma inda se iluda
Vais ter que responder
Se em mim tudo morrer
Ao peso desta enorme nostalgia
Guitarra emudece, o som que me entristece
Pois se te ouço chorar, eu também choro
Maior do que a madeira em que te talham
Guitarra é o teu mundo onde eu moro
Ó guitarra, guitarra, por favor
ana moura - fado menor
Os teus olhos são dois círios
Dando luz triste ao meu rosto
Os teus olhos são dois círios
Dando luz triste ao meu rosto
Marcado pelos martírios
Da saudade e do desgosto.
Marcado pelos martírios
Da saudade e do desgosto.
Quando oiço bater trindades
E a tarde já vai no fim
Quando oiço bater trindades
E a tarde já vai no fim
Eu peço às tuas saudades
Um padre nosso por mim.
Eu peço às tuas saudades
Um padre nosso por mim.
Mas não sabes fazer preces
Não tens saudades nem pranto
Mas não sabes fazer preces
Não tens saudades nem pranto
Por que é que tu me aborreces
Por que é que eu te quero tanto?
Por que é que tu me aborreces
Por que é que eu te quero tanto?
És para meu desespero
Como as nuvens que andam altas
És para meu desespero
Como as nuvens que andam altas
Todos os dias te espero
Todos os dias me faltas.
Todos os dias te espero
Todos os dias me faltas.
ana moura - o meu amor foi para o brasil
O meu amor foi para o Brasil nesse vapor
Gravou a fumo o seu adeus no azul do céu
Quando chegou ao Rio de Janeiro
Nem uma linha escreveu
Já passou um ano inteiro
Deixou promessa de carta de chamada
Nesta barriga deixou uma semente
A flor nasceu e ficou espigada
Quer saber do pai ausente
E eu não lhe sei dizer nada
Anda perdido no meio das caboclas
Mulheres que não sabem o que é pecado
Os santos delas são mais fortes
do que os meus
Que fazem orelhas moucas
No peditório dos céus
Já deve estar por lá amarrado
Num rosário de búzios
Que o deixou enfeitiçado
O meu amor foi seringueiro no Pará
Foi recoveiro nos sertões do Piauí
Foi funileiro em terras do Maranhão
Alguém me disse que o viu
Num domingo a fazer pão
O meu amor já tem jeitinho brasileiro
Meteu açúcar com canela nas vogais
Já dança o fórró e arrisca no pandeiro
Quem sabe um dia vai
Arriscar outros carnavais
Anda perdido no meio das mulatas
Já deve estar noutros braços derretido
Já sei que os santos delas são milagreiros
Dançam com alegria
No batuque dos terreiros
Mas tenho esperança
Que um dia a saudade
Bata e ele volte para
os meus braços caseiros
Está em São Paulo e trabalha em telecom
Já deve ter Doutor escrito num cartão
Ã? noite samba no Ã?-de-Boro-gódó
Esqueceu o solidó
E já não chora a ouvir fado
Não sei que diga ele era tão desengonçado
Se o vir já não o quero
Deve estar um enjoado
Cds ana moura á Venda